8 de abr. de 2011

PARA REFLETIR...



 "Não existe liberdade para expressar o amor, quando estamos presos a práticas oriundas de fanatismos  religiosos ou vinculos doutrinários. Creio que a PAZ ainda será a melhor escolha que muitos farão nesse país. Jesus Cristo foi, é e será a única e maior expressão de amor provado com a própria vida". Nosso blog está em LUTO pelas Crianças do RJ.
                                                             Prof. Carlos Senna.

6 de abr. de 2011

Homofobia? Até quando?

AGORA PASMEM E QUE SEJAMOS CAPAZES DE NOS INDIGNAR!

Esta semana me deparei com o relato de homofobia do qual foi vítima um rapaz, aluno de nossa "querida" cidade, União dos Palmares, em espaços educacionais, a indignação ainda me toma por completa, e sem dúvida, eu, como demais colegas de trabalho continuaremos nos mobilizando para que pessoas preconceituosas não se vangloriem de sua podre e deplorável condição de deficiente, com sua pseudo-perfeição.

Essa pessoas não sabem que sua falsa brancura, moralidade e verdades, que essa sua deficiência de personalidade distorcem, mutilam e mancham da pior forma possível a sua condição humana ao julgarem e inferiorizarem os seus pares, isso mesmo, "pares", porque somos filhos da mesma terra, da mesma gente, portanto, não somos tão diferentes assim.

E o mais agravante é quando, ouvimos relatos de que educadores, a exemplo da pessoa envolvida no episódio acima demonstra de forma tão naturalizada e prenhe de superioridade, atitudes de desvalorização de jovens com os quais temos a obrigação de conduzir na busca da autonomia.

Mas è sem dúvida, por meio da ousadia de jovens que lutam pelo respeito, e sujeitos que conseguem se indignar e lutar contra toda e qualquer forma de discirminação, que conseguiremos superar a intolerância e até a tolerância, porque buscamos acima de tudo respeito. E para os que resisitirem a convivência respeitosas entre os seres, um pouco de educação e alguns processos judiciais não faz mal.

                                                                                             Prof. Márcia Suzana

Fonte: JMarcelo fotos

3 de abr. de 2011

Compreendendo questões sobre o HIV.

Ainda sem perspectiva de cura, a Aids é uma das doenças que mais assusta o mundo. Não há nem remédio para a eliminação do vírus HIV nem vacina que torne as pessoas resistentes a ele.
Por outro lado, a prevenção é relativamente simples. O médico e escritor Ayrton Marcondes, autor de "Biologia e Cidadania" (Editora Escala), fala sobre doença, prevenção e outras dúvidas freqüentes sobre a doença.

O que significa a sigla Aids?

Aids quer dizer Acquired Immune-Deficiency Syndrome, expressão inglesa que pode ser traduzida por síndrome da imunodeficiência adquirida. Síndrome é conjunto de sinais e sintomas que constituem o quadro geral de uma doença. Imunodeficiência é a incapacidade de organismo de se defender de agentes infecciosos. Adquirida quer dizer que a AIDS pode ser contraída por contato com uma pessoa contaminada.

A Aids é recente? Há mais homens que mulheres infectados?

Sim, a doença era desconhecida até algumas décadas atrás. A Aids espalhou-se pelo mundo a partir do início dos anos 1980. No Brasil, após período inicial com número crescente de casos, a epidemia vem mostrando, desde 2002, tendência à estabilização. Há poucos anos o número de homens doentes era muito maior que o de mulheres com a doença. Dados de 2006 mostram aproximação do número de casos da doença entre os dois sexos.

Qual a diferença entre Aids e HIV?

Aids é a doença, e HIV é o vírus que a causa. A sigla quer dizer Human Immunodeficiency Vírus, ou, em português, vírus da imunodeficiência humana.

Como esse vírus age no organismo?

O alvo do HIV são os linfócitos T auxiliadores, que fazem parte do sistema imunológico - como se fossem soldados de defesa contra doenças. O HIV consegue invadir esses linfócitos e transforma o DNA desses "soldados" em DNA viral. Cada vez que essa célula se dividir o vírus se duplicará juntamente com o DNA viral.

E quais os sintomas da Aids?

Inicialmente, febre, perda de peso e aparecimento de gânglios inchados (ínguas); dores nas articulações, músculos e garganta; mal-estar geral e aparecimento de manchas vermelhas no corpo. Em alguns pacientes verificam-se ainda manifestações como dor de cabeça, alterações visuais e raramente, convulsões. Esses sintomas regridem espontaneamente, mas o vírus da AIDS persiste dentro de linfócitos e macrófagos, no sistema nervoso e em outras células do organismo. Destes tecidos o HIV passa lentamente para outras células.

E então?

Após algum tempo de infecção, a resistência do organismo começa a ser vencida. Surgem então sinais e sintomas relacionados ao vírus da Aids como febre diária, perda de peso, fadiga, suores noturnos e aumento persistente dos gânglios linfáticos. Em conseqüência da instalação do vírus no cérebro, podem surgir distúrbios de memória, alterações da fala e tremores.

Quanto tempo demora para a doença se manifestar?

Muitas vezes, a pessoa está infectada, mas o vírus está inativo. Tal situação prevalece até que, provavelmente numa ocasião de sobrecarga do organismo (doenças, cirurgia, gravidez), o HIV começa a se replicar.

O que são as "doenças oportunistas"?

Como o HIV destrói a capacidade defesa do organismo, algumas doenças "aproveitam" que o corpo está mais fraco e se instalam - por isso chamamos de "oportunistas". É o caso da Candida albicans, fungo causador da candidíase, ou "sapinho", comum em recém-nascidos e pessoas idosas ou debilitadas. Nos portadores de AIDS, o "sapinho" se caracteriza pelo aparecimento de extensas placas de aspecto esbranquiçado na língua e na cavidade oral e que às vezes chegam à faringe e ao esôfago. A Candida albicans pode também ser responsável por corrimentos vaginais, infecção da mucosa do pênis e das vias urinárias. Também é comum o aparecimento de herpes simples, uma virose que se manifesta pelo aparecimento de vesículas dolorosas nos lábios, região genital, ao redor do ânus e, raramente, espalhadas pelo corpo. Embora a infecção pelo vírus do herpes possa ocorrer em qualquer pessoa, em quem está infectado pelo vírus da Aids ela se manifesta com características mais dolorosas e persistentes.

Por que a Aids é tão temida?

Porque essas doenças oportunistas são umas das que podem atingir o doente. O quadro pode evoluir para freqüentes pneumonias, tuberculose, infecções por bactérias e fungos. A Aids também se relaciona com cânceres, como os linfomas, a doença de Hodgkin e o sarcoma de Kaposi. Este último é um tipo raro de tumor de vasos sangüíneos que se manifesta na pele onde surgem formações roxas ou avermelhadas. Pode também surgir nos gânglios, na boca, no estômago e no intestino.

Qual é o tratamento da doença?

O tratamento é feito com drogas que agem em etapas diferentes do ciclo do HIV. Mais recentemente têm sido testados inibidores da enzima que incorpora o vírus ao DNA das células humanas.

Como acontece a transmissão da Aids?

Principalmente por contato sexual, pela transfusão de sangue ou transplante de órgãos; pelo uso comum de agulhas e seringas; e de mãe portadora do HIV para o feto através da placenta ou, após o nascimento, pela amamentação.

Você pode explicar melhor a transmissão sexual?

O HIV espalha-se por via sanguínea e concentra-se nas secreções do corpo, principalmente no esperma e nos líquidos vaginais. Para que haja transmissão é necessário que um indivíduo contaminado passe o vírus da AIDS diretamente a outro indivíduo sadio. Por isso, a transmissão não acontece por contato social com pessoas infectadas pelo HIV.

Existe prevenção contra a Aids?

Além do uso de preservativos nas relações sexuais, outros meios são fundamentais na prevenção da AIDS: uso de seringas descartáveis e materiais cirúrgicos esterilizados; evitar amamentação por parte de mães infectadas pelo HIV; controle de doadores de sangue e de bancos de órgãos para transplantes; evitar contato com ferimentos de pessoas doentes pois seu sangue contém o HIV.

Fonte: educação.uol.com.br

1 de abr. de 2011

Resultado da enquete postada em março/2011

Nosso BLOG durante o mês de março publicou uma enquete que levava os amigos internautas a responder a seguinte pergunta: "O que você achou do novo salário mínimo brasileiro?" Alcançamos um resultado que nos levou a refletir muito neste aspecto, onde o mesmo nos faz perceber uma certa indignação e insatisfação dos nossos internautas e do povo brasileiro no geral. Quando o assunto é salário mínimo no Brasil, entende-se que R$ 545,00 ainda deixa muito a desejar, e o pior, não dar a nenhum cidadão brasileiro as dignas condições de vida que todos merecem e tem direito, principalmente quando se trabalha honestamente para adquirir tal recompensa.Contudo o Blog Democratizando o Saber, vem em público agradecer a você que durante o mês de março contribuiu com seu voto sério e honesto, que só fortaleceu o nosso trabalho. Obrigado a todos.

 Resultado da enquete:
 
 Otimo- Nenhum voto
 Bom-   06 votos
 Péssimo- 14 votos
 Total de votos: 20 votos











29 de mar. de 2011

Desafios: Por que o aluno brasileiro aprende tão pouco?

O ensino público brasileiro está de recuperação. Dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) indicam que 70% dos alunos das séries avaliadas (quinto e nono anos do ensino fundamental e terceiro do ensino médio) não atingiram níveis de aprendizado considerados adequados em língua portuguesa e matemática. O número mais alarmante está no terceiro ano do ensino médio: apenas 9,8% dos alunos dominam conhecimentos que deveriam saber em matemática.
"Esses dados nos fazem concluir que o grande problema da educação brasileira está no aprendizado. O aluno está na escola, mas não aprende", diz Priscila Cruz, diretora executiva do Movimento Todos Pela Educação. "Nos Estados Unidos, 88% dos alunos possuem um aprendizado adequado. Ou seja, ainda temos um déficit educacional muito grande".
Se a questão central da educação é a aprendizagem, é inevitável perguntar: por que o aluno brasileiro aprende tão pouco? A resposta constitui um mosaico cheio de processos que precisam estar encaixados de maneira eficiente. A peça central, porém, está no docente: um professor qualificado gera qualidade de aprendizagem, que por sua vez gera qualidade na educação. "O professor é o grande ator de uma política educacional de sucesso e o avanço dos índices depende em grande parte do investimento na carreira docente", afirma Célio da Cunha, professor da Universidade de Brasília (UnB) e consultor da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
Arthur Fonseca Filho, ex-presidente do Conselho Estadual de Educação de São Paulo, concorda: "As pessoas mais bem preparadas hoje não procuram a carreira do magistério. Precisamos valorizar a função docente para inverter essa lógica e melhorar a educação". Além de atrair os melhores, é preciso oferecer formação inicial e continuada de qualidade que prepare o mestre para a realidade escolar. "A formação do professor é uma questão estruturante. Sem ela, nenhuma melhora é possível", sentencia Guiomar Namo de Mello, especialista em educação (leia a entrevista completa)
Selecionar os melhores profissionais e investir na formação deles provou-se ser uma prática tão eficaz que está no topo das principais lições a serem aprendidas a partir de exemplos bem-sucedidos de modelos educacionais do mundo. O relatório Como os Sistemas de Escolas de Melhor Desempenho do Mundo Chegaram ao Topo, elaborado em 2008 pela consultoria americana McKinsey, mostra que na Coreia do Sul os futuros professores do ensino fundamental são recrutados entre a elite dos alunos do ensino médio. Por aqui, boa parte do professorado vem dos piores alunos. A maioria encontra ainda no ensino superior um formação deficitária.

Fonte:Veja.abril.com.br


26 de mar. de 2011

As vogais "O" e "U"- Particularidades Ortográficas

A ortografia representa um dos entraves que permeiam o cotidiano dos muitos usuários do sistema linguístico. Fato este inegável, mas nada que um pouco de prática não resolva tal impasse.
Essa prática está relacionada à assiduidade pela leitura e, consequentemente, pela escrita, pois ambos os procedimentos enriquecem a capacidade lexical e aprimoram a competência da escrita.
Sendo assim, o artigo que ora se evidencia tem por finalidade auxiliar nesse intento, e por isso retrata acerca da ortografia relacionada às vogais “o” e “u”, assim expressas mediante as seguintes circunstâncias linguísticas:
* Grafam-se com “O” os seguintes vocábulos:
boteco, botequim, mochila, nódoa, cortiço, moela, mosquito, mágoa, moleque, tossir, goela, engolir, polenta, toalete, zoar, etc.
* Grafam-se com “U” aqueles representados por:
amuleto, bueiro, camundongo, cinquenta, cutia, curtume, jabuti, jabuticaba, entupir, embutir, mandíbula, supetão, tábua, tabuleiro, urtiga, urticária, entre outras.

Tais vogais se encontram relacionadas a questões semânticas, que também representam aspectos ortográficos. Vejamos, pois, alguns exemplos:

açodar – apressar / açudar – represar água em açude
assoar – limpar o nariz / assuar – vaiar
comprimento – extensão / cumprimento – saudação
costear – navegar pela costa / custear – pagar os custos
sortir – abastecer, variar / surtir – ter como consequência

Fonte: Brasilescola.com



23 de mar. de 2011

Problemas Sociais ou Problemas Sociológicos?

A Sociologia enquanto ciência nasceu no século XIX a partir do pensamento positivista de Augusto Comte, o qual, propondo uma analogia aos métodos empregados em outras ciências como a biologia, a física e a química, tentou construir uma ciência da sociedade. Segundo Comte, para além das leis físicas e biológicas haveria as leis sociais, que regeriam a vida social.
Mais tarde, Emile Durkheim se esforçaria em dar um caráter mais cientificista à Sociologia. Segundo Raymond Aron, a concepção de Sociologia de Durkheim se baseia em uma teoria do fato social, sendo seu objetivo demonstrar que poderia haver uma ciência sociológica que tinha como objeto de estudo os fatos sociais. Para Durkheim, seria preciso observá-los como “coisas”, de forma imparcial e distanciada, assim como quaisquer outros fatos ou fenômenos das demais ciências, aplicando-se para isso um método específico (método este desenvolvido em sua obra). Esse esforço para a institucionalização de uma ciência da vida social (das relações sociais e dos fenômenos que delas resultam) fazia muito sentido naquele contexto se levarmos em consideração os desdobramentos das principais transformações sociais, políticas e econômicas pelas quais passava a Europa.
O desenvolvimento de uma sociedade industrial, de caráter urbano, trazia à tona novos problemas sociais, os quais poderiam ser compreendidos por uma nova ciência. Contudo, embora a Sociologia tenha se pretendido como uma ferramenta de intervenção na sociedade em alguns momentos, ao longo de sua constituição enquanto área de conhecimento, vale ressaltar que ela não tem como maior objetivo solucionar os problemas que afetam a vida em sociedade, mas sim compreendê-los. Obviamente, enquanto ciência, ela pode colaborar na construção de vias alternativas para a resolução de problemas, mas daí a pensarmos nela como ferramenta para solução de tudo é no mínimo um erro. Compreender a lógica de funcionamento dos fenômenos não significa poder intervir necessariamente. Basta fazermos uma alusão à Medicina enquanto área de conhecimento. Quantos médicos devem estudar uma doença como a AIDS? Já sabem como esse mal se manifesta nos seres humanos, suas causas, as características do vírus e efeitos sobre o corpo doente, entre tantas outras coisas. Contudo, ainda não foi descoberto um tratamento visando a cura, mas apenas como tratar o doente de uma forma que sua expectativa de vida possa ser ampliada. Assim, seja a Sociologia, a Medicina, ou qualquer outra ciência, devemos apenas esperar possíveis explicações para os fenômenos em si, suas causas e efeitos (embora não sejam tão claros na sociedade), e não necessariamente a resolução definitiva de algum problema.
Partindo desse ponto, é importante sabermos que há uma diferença entre problemas sociais e problemas sociológicos. Em alguns livros de introdução à Sociologia, como no trabalho de Sebastião Vila Nova, define-se que um problema social tem origem em fatores sociais e tem consequências sociais. Embora a classificação de um problema social possa ser subjetiva (afinal de contas, o que é um problema para nossa cultura pode não ser em outra), dentre as suas características mais gerais podemos dizer que estão o sentimento de indignação e de ameaça à coletividade que podem ser gerados. A indignação estaria ligada ao sentimento de injustiça (do ponto de vista moral) despertado por esse problema social e, da mesma forma, a ideia de ameaça à coletividade estaria vinculada à desestabilização do que Durkheim chamava de solidariedade social, a qual seria responsável pelos laços sociais entre os indivíduos.
Para exemplificar a primeira característica (da indignação), podemos pensar no trabalho e na prostituição infantil, na fome no Nordeste brasileiro, na condição do trabalhador desempregado, na pobreza que afeta as regiões metropolitanas brasileiras, entre outros assuntos que certamente nos “incomodam” mesmo que não sejamos atingidos diretamente. Já com relação à noção de ameaça à coletividade, podemos pensar na violência urbana, nas crises econômicas que levam ao desemprego, nas guerras entre os países e etnias, nas ações preconceituosas das mais diversas naturezas, enfim, numa série de fatores que afetam a ordem social como um todo.
Já os problemas sociológicos são os objetos de estudo da Sociologia enquanto ciência, a qual se debruça sobre esses para compreender suas características gerais. Como afirmado anteriormente, a Sociologia estuda os fenômenos sociais, sendo eles percebidos como problemas sociais ou não, lançando mão de uma observação sistemática e pormenorizada das organizações e relações sociais. Problemas sociológicos, nas palavras de Sebastião Vila Nova, são questões ou problemas de explicação teórica do que acontece na vida social, isto é, na sociedade, como por exemplo: o casamento, a família, a moda, as festas como o carnaval, o gosto pelo futebol, a religião, as relações de trabalho, a produção cultural, a violência urbana, as questões de gênero, desigualdade social, etc.
A violência urbana, por exemplo, pode ser um problema sociológico, uma vez que pode despertar o interesse dos sociólogos para desvendar os motivos de tal fenômeno social, mas ao mesmo tempo trata-se de um problema social, haja vista afetar toda a coletividade. No entanto, caberia à Sociologia apenas explicá-la, e não necessariamente resolvê-la. Dessa forma, podemos dizer que todo problema social pode ser um problema sociológico, mas nem todo problema sociológico é um problema social.

Fonte: Brasilescola.com