28 de jan. de 2011

Ministério da Educação prepara cartilhas sobre Homofobia.

Ministro da Educação Fernando Haddad
                        Material será avaliado por um comitê de especialistas,
                       Depois de aprovada, cartilha será distribuída nas escolas.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (13) que foi elaborada uma cartilha para orientar os alunos das escolas públicas sobre o preconceito e a aversão a homossexuais, a homofobia.
Segundo o ministro, por ser “delicado”, o tema será tratado com critério. O material já foi elaborado e ainda passará pela avaliação de um comitê de especialistas.
“O MEC tem sido muito criterioso. As obras que são mandadas para as escolas são clássicas ou passam por uma avaliação. O assunto é delicado, se não fosse, não precisaria ser trabalhado nas escolas. Vamos fazer isso da maneira mais respeitosa com a sociedade”, disse o ministro.
Haddad informou ainda que na fase de aprovação o material será discutido. “Não é uma questão de tomar partido, mas de cumprir uma obrigação constitucional de informar sobre um direito assegurado”, disse.
A necessidade de discutir homofobia nas escolas foi identificada pelo MEC, diante da constatação de que o assunto incita ódio, a violência e a exclusão, e pode até estimular a evasão escolar. Desde 2004, funciona no MEC a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, responsável também por tratar assuntos como a homofobia.

Fonte: G1.globo.com








25 de jan. de 2011

Consumo de leite reduz risco de doenças cardíacas, diz estudo

Pesquisa holandesa diz que três copos por dia podem diminuir chances de problemas cardiovasculares em até 18%.


Um estudo publicado na revista especializada "American Journal of Clinical Nutrition" revela que beber três copos de leite por dia pode diminuir em até 18% o risco de doenças cardiovasculares.
A professora Sabita Soedamah-Muthu, do Departamento de Nutrição Humana da Universidade de Wageningen, na Holanda, conduziu o estudo com a colaboração de pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
Ela analisou cerca de 5 mil estudos sobre o mesmo tema feitos na Europa, Estados Unidos e Japão durante um ano e meio e concluiu que o leite é realmente benéfico para a saúde do coração.
"Havia resultados muito contraditórios sobre a relação do consumo de leite com a saúde nos estudos. Às vezes concluía-se que há uma relação benéfica, às vezes maléfica e outras vezes, nenhuma", disse a professora.
Os resultados de várias das pesquisas analisadas foi combinado, utilizando a quantidade de leite consumida diariamente por cada indivíduo.
Em uma análise final dos números, Soedamah-Muthu percebeu que um copo de leite ao dia parece ter relação com uma redução de 6% no risco de doenças cardiovasculares.
"Conseguimos demonstrar os efeitos positivos de consumir até três copos por dia, quando o risco de problemas no coração fica 18% menor."
Segundo a pesquisadora, não foi encontrada nenhuma relação entre o consumo de leite integral ou desnatado e o aumento do risco de doenças cardíacas, infarto ou mortalidade.

Fonte: Globo.com

22 de jan. de 2011

UFAL programa comemorações dos seus 50 anos

No dia 25 de janeiro de 2011, a Universidade Federal de Alagoas inicia as comemorações de seu cinquentenário com uma missa no Campus A. C. Simões e o lançamento do Selo Personalizado e segue festejando até o final do ano. No domingo, 30 de janeiro, está marcada uma grande festa na Orla da Pajuçara, com apresentação da Orquestra de Câmara e o Coral da Ufal, além de fogos de artifício.

Desde o mês de setembro passado, foi instituída a Comissão “Ufal 50 anos”, composta por professores e técnicos de setores estratégicos da Universidade, como Assessoria de Comunicação, curso de Comunicação, Gabinete da Reitora, Pró-reitoria de Extensão, Pró-reitoria de Gestão Institucional e Superintendência de Infraestrutura, além de representantes dos segmentos docente, discente e técnico-administrativo do Conselho Universitário. A Comissão é presidida pela reitora Ana Dayse Dorea e tem na coordenação geral a chefe de Gabinete, Maria José Messias.
“Vamos comemorar os 50 anos da Ufal com diversos eventos acadêmicos e solenidades festivas, resultado de um calendário elaborado com a participação dos diretores das unidades acadêmicas”, destaca Maria José Messias. As sugestões ainda podem ser enviadas para o email 50anos@reitoria.ufal.br.
“Vamos comemorar os 50 anos de uma Universidade que deixou de ser pequena e que tem um grande compromisso com a transformação social de Alagoas”, diz a reitora Ana Dayse Dorea. É importante destacar o salto quantitativo e qualitativo na área de graduação. Compõem atualmente o segmento discente cerca de 20 mil alunos, distribuídos nos 76 cursos presenciais e mais seis na modalidade à distância, entre diurnos e noturnos, bacharelado e licenciatura. Esse crescimento impulsionou um aumento no segmento docente e técnico, que apresenta um quadro atual de 1.306 professores e 1612 servidores técnico-administrativos.
Reitora da Ufal- Ana Dayse Dórea
A implantação do Campus Arapiraca em 2006 iniciou a expansão para o interior, que oferta atualmente 19 cursos de graduação, distribuídos em três Unidades de Ensino – Penedo, Palmeira dos Índios e Viçosa. O pico de avanço chegou com o Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades (Reuni) e a adesão da instituição ao Programa Universidade Aberta do Brasil (UAB).
O Campus do Sertão, implantado em março de 2010, levou ensino superior gratuito e de qualidade para as cidades de Delmiro Gouveia, Santana do Ipanema e adjacências, oferecendo 560 vagas em oito cursos de graduação, inclusive no horário noturno.
A Universidade cinquentenária prioriza ações de Inclusão, expansão e inovação com qualidade e reforça seu papel enquanto instituição pública de ensino superior e seu compromisso com a sociedade.

Fonte: Ufal.edu.br






19 de jan. de 2011

Fotos de minha viagem em férias na capital baiana, Salvador.

         Estive entre os dias 12 a 17 deste mês(janeiro) visitando a belíssima capital baiana, a cidade de Salvador, e o que tenho a dizer é que o lugar é lindo e a energia do povo é contagiante, de fato a Bahia bem como Salvador são lugares bastante interessantes  para conhecer e principalmente para se viver.








       Salvador-BA, terra de muita magia, belíssimas praias,culturas,musicalidade, arte e acima de tudo uma religiosidade e fé muito forte e marcante em cada pessoa e lugar que você chega. Adorei o passeio por Salvador, espero retornar o mais breve possivel. E viva a baía de todos os santos! Muito axé a todos.

Conheça um pouco sobre Salvador-BA em: http://www.turismo.salvador.ba.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=24&Itemid=26

Fotos: Carlos Senna

A educação para a diversidade e a formação de professores

A política de inclusão, na rede regular de ensino, dos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais, não consiste somente na permanência física desses alunos na escola; mas no propósito de rever concepções e paradigmas, respeitando e valorizando a diversidade desses alunos, exigindo assim, que a escola crie espaços inclusivos. Dessa forma, a inclusão significa que não é o aluno que se molda ou se adapta à escola, mas a escola consciente de sua função que se coloca a disposição do aluno.
As escolas inclusivas devem reconhecer e responder às diversas dificuldades de seus alunos, acomodando os diferentes estilos e ritmos de aprendizagem e assegurando uma educação de qualidade para todos mediante currículos apropriados, modificações organizacionais, estratégias de ensino, recursos e parcerias com a comunidade. A inclusão, na perspectiva de um ensino de qualidade para todos, exige da escola novos posicionamentos que implicam num esforço de atualização e reestruturação das condições atuais, para que o ensino se modernize e para que os professores se aperfeiçoem, adequando as ações pedagógicas à diversidade dos aprendizes.
Deste modo, pode-se dizer que a escola inclusiva é aquela que acomoda todos os seus alunos independentemente de suas condições físicas, intelectuais, sociais, emocionais ou lingüísticas. Seu principal desafio é desenvolver uma pedagogia centrada no aluno, e que seja capaz de educar e incluir além dos alunos que apresentem necessidades educacionais especiais, aqueles que apresentam dificuldades temporárias ou permanentes na escola, os que estejam repetindo anos escolares, os que sejam forçados a trabalhar, os que vivem nas ruas, os que vivem em extrema pobreza, os que são vítimas de abusos e até mesmo os que apresentam altas habilidades como a superdotação, uma vez que a inclusão não se aplica apenas aos alunos que apresentam alguma deficiência.
Para incluir a escola precisa, primeiramente, acreditar no princípio de que todas as crianças podem aprender e que todas devem ter acesso igualitário a um currículo básico, diversificado e uma educação de qualidade. As adaptações curriculares constituem as possibilidades educacionais de atuar frente às dificuldades de aprendizagem dos alunos e têm como objetivo subsidiar a ação dos professores. Constituem num conjunto de modificações que se realizam nos objetivos, conteúdos, critérios, procedimentos de avaliações, atividades e metodologias para atender as diferenças individuais dos alunos.
Assim sendo, é preciso desenvolver uma rede de apoio (constituída por alunos, pais, professores, diretores, psicólogos, terapeutas, pedagogos e supervisores) para discutir e resolver problemas, trocar idéias, métodos, técnicas e atividades, com a finalidade de ajudar não somente aos alunos, mas aos professores para que possam ser bem sucedidos em seus papéis.
A realização das ações pedagógicas inclusivas requer uma percepção do sistema escolar como um todo unificado, em vez de estruturas paralelas, separadas como uma para alunos regulares e outra para alunos com deficiência ou necessidades especiais.
Os educadores devem estar dispostos a romper com paradigmas e manterem-se em constantes mudanças educacionais progressivas criando escolas inclusivas e de qualidades.
Essas estratégias para a ação pedagógica no cotidiano escolar inclusivo são necessárias para que a escola responda não somente aos alunos que nela buscam saberes, mas aos desafios que são atribuídos no cumprimento da função formativa e de inclusão, num processo democrático, reconhecendo e valorizando a diversidade, como um elemento enriquecedor do processo de ensino e aprendizagem. Portanto, incluir e garantir uma educação de qualidade para todos os alunos é uma questão de justiça e equidade social. A inclusão implica na reformulação de políticas educacionais e de implementação de projetos educacionais inclusivo, sendo o maior desafio estender a inclusão a um maior número de escolas, facilitando incluir todos os indivíduos em uma sociedade na qual a diversidade está se tornando mais norma do que exceção.
Por isso é preciso refletir sobre a formação dos educadores, uma vez que ela não é para preparar alguém para a diversidade, mas para a inclusão; porque a inclusão não traz respostas prontas, não é uma “multi” habilitação para atender a todas as dificuldades possíveis na sala de aula, mas uma formação na qual o educador olhará seu aluno de um outro modo, tendo assim acesso as peculiaridades dele, entendendo e buscando o apoio necessário.
Por fim, cabe refletirmos sobre que é ser igual ou diferente? Pois, se olharmos em nossa volta, perceberemos que não existe ninguém igual, na natureza, no pensamento, nos comportamentos e/ou ações; e que as diferenças não são sinônimos de incapacidade ou doença, mas de equidade humana.
 
Fonte: Brasilescola.com

16 de jan. de 2011

A pedagogia do diálogo e o ato de liberdade

Paulo Freire
Paulo Freire sempre esteve à frente de seu tempo e apesar de se referenciar no marxismo e na fenomenologia existencial, ele não se limita às mesmas, de forma alguma essas funcionam como uma camisa de força para este educador visionário. Criando um pensamento pedagógico único e totalmente original, suas ideias se espalharam pelo mundo através de seus escritos. Ele não separava a educação e a política. Para ele a educação é um ato político. Para Freire “a leitura da palavra deve ser inserida na compreensão da transformação do mundo” (Freire, 1989), ou seja, ao se viabilizar a leitura da palavra, o educador estaria ao mesmo tempo levando o educando a ler o mundo, isto para ele é um ato político, pois está ligado a mudanças políticas e sociais.
Paulo Freire acredita que o dado fundamental das relações de todas as coisas no mundo é o diálogo. O diálogo é o sentimento de amor tornado ação, o diálogo amoroso, que é o encontro dos homens que se amam e que desejam transformar o mundo.
Segundo Freire, o diálogo não é só uma qualidade do modo humano de existir e agir. O diálogo é a condição desse modo, é o que torna humano o homem. O relacionamento professor aluno precisa estar pautado no diálogo, ambos se posicionando dos sujeitos no ato do conhecimento numa relação horizontal. O autoritarismo tradicional que permeava a relação da educação tradicional precisa ser banido para dar lugar à pedagogia do diálogo. Contudo esta relação horizontal não acontece de forma imposta, ela ocorre naturalmente quando educando e educador conseguem se colocar na posição do outro, tendo a consciência de que ao mesmo tempo são educandos e educadores.
Na pedagogia do diálogo insere-se também o conceito de educação para Freire, onde ninguém sabe tudo, ninguém é inteiramente ignorante. A educação não pode ser diminuidora da pessoa humana, precisa levar à redenção. Por isso uma educação que reprime não é a que redime. Para Freire nós nos educamos em comunidade. Sua busca era por uma educação comprometida com os problemas da comunidade, o local onde se efetivava a “vida do povo”. A comunidade para ele era o ponto de partida e de chegada.
Portanto, a Educação é um processo permanente, ela não se esgota nos minutos de cada aula, não se prende aos muros escolares, exatamente porque não acontece exclusivamente na escola. Segundo Freire, nos educamos a vida inteira até o momento da morte para ele se constitui num ato educativo.

Fonte: Blog "convite a geografia"


13 de jan. de 2011

O racismo e a escola

Em nossa sociedade o racismo se estabeleceu em diferentes espaços, posterior a chegada dos grupos étnicos provenientes da Europa e da áfrica, atingindo os povos africanos como forma de hierarquizá-los diante da soberania colonizadora européia.
Atualmente testemunhamos diferentes faces do racismo, dentre as quais destacamos, as relações sociais estabelecidas no âmbito educacional, onde a escola diante da cultura de hierarquização tem sido espaço de diferenciação no sentido de disseminar conceitos que inferiorizam determinados grupos sociais em detrimento de outros. Esses grupos inferiorizados, em sua maioria são oriundos das classes populares, e são etnicamente identificados como afrodescendentes. Para a perpetuação das relações racistas, a escola ainda utiliza recursos variados como: livros didáticos, tratamentos que segregam, um discurso da não-diferenciação que falsamente invisibiliza as diferenças, e utiliza também o currículo oculto que estrutura o não-dito, ou seja, superficializa temáticas como: preconceito, racismo, raça, gênero, sexo, entre outros, além do tratamento irresponsável frente a algumas informações. Sabemos que vários livros didáticos, através de imagens, termos, e lacunas históricas contribuem para a construção de um imaginário que distanciam grande parte da população do processo histórico de formação da sociedade brasileira, desta forma, os indivíduos das classes populares dificilmente se reconhecem como sujeitos. Nesse contexto, o silenciamento ou discurso da superficialidade, contribuem para o arraigamento das relações racistas no espaço escolar.
A escola também contribui para que determinados grupos sociais se configurem como hierarquicamente superiores, a exemplo das relações sociais de gênero e étnicas, principalmente quando privilegia a disseminação de histórias e contos de tradição européia, onde as personagens são brancas com uma posição social privilegiada, pois cria um ambiente propício a violência. Neste caso, cria uma forma simbólica de violência estruturando uma imagem negativa dos descendentes de negros e indígenas, e estrutura um imaginário de perfeição e beleza distanciado do perfil que circunda esses grupos étnicos.
Essa violência no âmbito da sala de aula também ocorre contra a mulher através dos conceitos e tratamentos atribuídos aos diferentes gêneros, quando é exigido das meninas cadernos organizados, movimentos comportados, e atitudes de tolerância, diferente das posturas exigidas dos meninos, cabendo aos mesmos, atitudes de liberdade, desorganização e intolerância, considerando-se em muitos casos, alheios as regras. Essas situações limitam as possibilidades de desenvolvimento das meninas, sendo mais uma forma de violência.
 
Fonte: Blog da professora Márcia Suzana