24 de set de 2010

Para que serve a escola pública?

Foto: José Marcelo
      Definir a função das escolas é por si só um exercício difícil e contraditório para qualquer intelectual. Essa mesma confusão passa pela cabeça dos estudantes de escola pública que não conseguem enxergar a função da escola na sua vida.
      Observar o cotidiano escolar é um exercício muito complicado, buscar a subjetividade do espaço e entender como as relações sociais entre sujeitos e sujeitos se desenrolam, assim como as relações com o próprio objeto. O modelo de escola pública decadente que se apresenta é preocupante, não meramente por sua falta de estrutura ou pelo despreparo de muitos professores em lidar com uma realidade cada vez mais dura, mas sim pela sua incapacidade de causar qualquer efeito/reação nos seus alunos, ao ponto destes não reconhecerem o próprio motivo de todo aquele estorvo que se torna a escola. E é essa questão que vamos debater aqui.
      O modelo de educação neoliberal que visa a formação de mão-de-obra para o mercado e que passa necessariamente por uma revisão dos conteúdos e a preferência à escola privada. Esse modelo alimenta e reproduz o ideal capitalista da sociedade, mas gera um efeito contraditório. Hoje as escolas padrões são as privadas, que reproduzem a sociedade com louvor, enquanto as escolas públicas sofrem com o gradativo sucateamento. O que será então dos estudantes que não podem escapar da realidade da escola pública? Indo ao estágio e conversando com alunos eu pude perceber que o ideal capitalista não passa por ali.
      Muitos vêem a escola como obrigação e não conseguem se enxergar num futuro promissor, por acreditarem estar em desvantagem em relação aos estudantes da escola privada. A verdade é que a escola se torna o complemento e a própria consolidação de uma realidade sem perspectiva alguma. Não é um problema que nasce na escola, mas se consolida lá. Se as escolas públicas não conseguem mais reproduzir a sociedade e alimentar o sonho do esforço utópico capitalista, de fato qual a sua função? Seria então um depósito de gente até o aguardado fim? Confesso não ter as respostas, mas é preocupante notar que os alunos querem apenas passar pela escola.
     Não é só um problema da formação do aluno e nem sequer só da escola, mas de todo um modelo. A função social da escola não pode ser desprezada. Embora ela seja uma ferramenta fundamental da própria reprodução da sociedade, ela é também uma instituição composta por sujeitos. Ou seja, transformar a sociedade passa obrigatoriamente por transgredi-la e isso pode começar na escola. A questão não é por que estudar isso ou aquilo, mas porque fazer parte de algo que não me causa efeito nenhum, que não modifica minha vida em nada. O sonho capitalista se revigora mais e mais de um lado e do outro ele nem sequer surge, assim como nenhum outro sonho.
Foto: Google imagens
    Os sujeitos comprometidos tem como primeira atitude revitalizar a crença dos seus estudantes na própria função transformadora que a escola deveria ter. Realçar a verdadeira miscigenação que é o espaço escolar público, são muitas histórias diferentes, que devem ser trocadas pelos alunos. A figura do professor é essencial nesse momento, não surgir como o inimigo autoritário, mas sim como a pessoa que é capaz de dizer coisas que mexam com a própria realidade do aluno. E para isso é preciso uma mudança das próprias formas de relação entre professor e aluno.

                                                       Professor Carlos de Senna

17 de set de 2010

Rir Faz bem para Saúde. Verdade ou mito?

                                                                                VERDADE!!

Foto: Google imagens
     O hábito de rir ultrapassa os limites da alegria, auxilia pessoas que apresentam quadros depressivos e síndrome do pânico. Segundo pesquisadores, a risada expande as artérias e o estresse mental as contrai.
     Liberação do ar, contração do diafragma e estímulo das cordas vocais são resultados sentidos em todo o corpo, depois de uma boa risada. Vários estímulos são percebidos ao rir, e estes percorrem por todo o cérebro, essencialmente a parte do comportamento que está ligada a região frontal do mesmo, estimulando assim as áreas motoras da face e de outras partes do corpo. A melhoria do equilíbrio da neurotransmissão é favorecida através da liberação de endorfinas. A risada pode elevar o astral, a auto-estima e o amor próprio das pessoas.
     A pessoa bem humorada encontra respostas criativas, quando o lado direito do cérebro é estimulado, ele consequentemente desperta a intuição, o sentimento, a percepção e a sensação.


Fonte: Brasilescola.com

10 de set de 2010

Qual é a sua Orientação Sexual?

     Antigamente, acreditava-se que todo ser humano deveria ser heterossexual e que a homossexualidade e a bissexualidade eram doenças. Em 1970, foram realizados inúmeros experimentos científicos para comprovar ou não a questão da homossexualidade e da heterossexualidade apontadas até então como doença. Através desses experimentos e ainda de estudos históricos ficou comprovado que a homossexualidade sempre existiu desde o início da humanidade.
     Orientação sexual é o nome dado à atração sexual que um indivíduo sente por outro, independente do sexo que esse possui, podendo ser assexual quando não sente atração sexual por nenhum gênero (sexo feminino ou masculino), bissexual quando sente atração pelos dois gêneros, heterossexual quando sente atração somente pelo gênero oposto, homossexual quando sente atração por indivíduos do mesmo gênero e pansexual quando sente atração por diferentes gêneros (transexuais).
     Apesar de inúmeras hipóteses e de milhares de estudos terem sido realizados com o intuito de descobrir a origem da homossexualidade, por exemplo, não se tem comprovação de como isso ocorre.
     A orientação sexual de indivíduos ainda é tema bastante polêmico, pois a maioria das pessoas associam o sexo somente à reprodução e esse motivo justificaria a relação heterossexual como sendo a correta. Em contrapartida, levando tal associação a ser estudada, pode-se concluir que essa é, no mínimo, contraditória, já que a maioria das relações sexuais entre pessoas do sexo oposto são protegidas com diversos meios contraceptivos com o intuito de impedir a reprodução.
     É importante ressaltar que o texto não faz apologia a nenhum tipo de orientação sexual, mas sim à preservação dos direitos humanos e ao respeito às escolhas particulares de cada indivíduo.

Fonte: Brasilescola.com


7 de set de 2010

Independentes ou Escravos?


Estamos vivendo o tão histórico 7 de setembro e em nossa mente surge a pergunta que não quer calar: "Em que estamos sendo independentes"? Como podemos nos considerar independentes se ao nosso redor diariamente somos acorrentados pelo fracasso politico, pela tão insistente pobreza que a cada dia cresce nesse país, pela violência que de forma covarde está estampada nas esquinas, pela educação pública que infelizmente ainda se encontra em estado de defasagem e desamparo, porem a mesma ainda existe e insiste em mostrar que para o problema do Brasil ainda tem jeito. Enfim, são tantos os motivos para NÃO comemorar o tão histórico e famoso dia 7 de Setembro.
                                                                              Carlos de Senna

4 de set de 2010

EDUCAÇÃO: Avanços e Desafios.

    Quase 100% dos brasileiros entre 7 e 14 frequentam a escola, diz IBGE.

      Pesquisa divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o Brasil apresentou avanços significativos na área da educação nas últimas duas décadas. O estudo aponta, porém, que alguns problemas educacionais persistem, tais como a elevada taxa de analfabetismo e a baixa escolaridade da população.
     A boa notícia é que a universalização do ensino fundamental está em vias de ser alcançada. De acordo com o levantamento do IBGE, o porcentual de crianças entre 7 e 14 anos de idade que frequentam o ensino fundamental passou de 86,6% em 1992 para 97,9% em 2008, com poucas diferenças entre homens e mulheres e entre brancos e negros/pardos.
    No ensino médio, no entanto, a universalização ainda parece distante, já que somente 50,6 % dos adolescentes de 15 a 17 anos frequentavam o ensino médio em 2008. Ainda assim, o levantamento mostra que 84,1% dos jovens nessa faixa etária frequentam a escola, mas não estão no ensino médio, como deveriam. O dado sugere que essa faixa etária enfrenta outro grave problema: não evolui como deveria na escola e não ocupa as séries correspondentes à idade.
     Analfabetismo – Apesar do alto porcentual de crianças e jovens na escola, a taxa de analfabetismo no Brasil se mantém alta. Atualmente, cerca de 10% da população maior de 15 anos é formada por analfabetos, o que corresponde a aproximadamente 14,2 milhões de pessoas.
     A pesquisa do IBGE salienta que o analfabetismo é maior entre negros/pardos (13,6%) do que entre os brancos (6,2%). Entretanto, as diferenças vêm caindo ao longo do tempo: em 1992, a diferença era de 15 pontos porcentuais; em 2006, de 8 pontos porcentuais, e de 7,4 pontos percentuais em 2008.
     A disparidade entre as taxas de analfabetismo nos diferentes estados também chama atenção. Na região Nordeste, os maiores índices: Alagoas (25,7%), Piauí (24,3%) e Paraíba (23,5%). Já no Rio de Janeiro, em Santa Catarina e em São Paulo, os índices registrados foram menores do que 5%.
     Escolaridade – O ideal é que as pessoas de 25 anos ou mais tenham, no mínimo, 11 anos de estudo, que corresponde ao ensino médio completo. No entanto, a análise da escolaridade no Brasil, no período de 1992 a 2008, revela médias inferiores a 8 anos de estudo, ou seja, muitos não completam sequer o ensino fundamental.
     As médias de anos de estudo mais baixas ocorrem na região Nordeste, variando entre 5 em Alagoas e 6,3 em Sergipe - todos os estados da região têm índices inferiores à média nacional. O Distrito Federal, o Rio de Janeiro, o Amapá e São Paulo possuem médias que correspondem à conclusão do ensino fundamental, ou seja, iguais ou superiores a 8 anos de estudo.
     Se analisados por sexo, os dados mostram que, no período de 1992 a 2008 – e principalmente a partir de 2001 –, as mulheres passaram a deter maiores médias de anos de estudo. Esta conquista, porém, não significou equidade salarial. Em média, as mulheres têm um rendimento mensal de 814,00 reais, enquanto os homens, de 1.204,00 reais. Em quase todos os estados brasileiros, as mulheres possuem maior escolaridade que os homens e, naquelas em que isto não ocorre, as diferenças são muito pequenas.
     Quanto à escolaridade por cor ou raça, há desigualdade entre brancos, negros e pardos, e esta diferença se alterou muito pouco no período da série histórica trabalhada. Em 1992, os negros e pardos de 25 anos ou mais de idade tinham 2,3 anos de estudo a menos do que os brancos da mesma faixa etária. Em 2008, essa diferença era de dois anos.

     Fonte: Veja.abril.com.br

1 de set de 2010

Resultado da Enquete de Agosto/2010.

         Foi  lançado em nosso BLOG durante o mês de agosto uma enquete que levava os amigos internautas a responder a seguinte pergunta: "Como você enxerga a Educação Pública Brasileira Atual?", alcançamos um resultado não muito satisfatório mas que, acreditamos ainda na força de opinião e tambem na sinceridade de cada amigo que deu o seu voto, movido a agir de forma séria e democrática.
Com isso o  Blog Democratizando o Saber, vem em público agradecer a você que durante um mês, contribuiu com seu voto sério e honesto, que só fortaleceu o nosso trabalho. Obrigado a todos.

                                              RESULTADO DA ENQUETE
                            Ótima- 05 votos
                            Boa- 04 votos
                            Regular- 09 votos
                            Péssima- 14 votos