28 de ago de 2013

Por trás de um sorriso, o racismo!


      Gente quem conhece esse personagem ilário do programa zorra total da REDE GLOBO? Acredito que varias pessoas não é? Pois bem, na verdade o que me chama a atenção nesta imagem, não é a figura bem animada deste personagem, no qual me divirto muito aos sábados a noite. E sim, para esta outra pessoa do lado esquerdo, ou melhor, a mesma pessoa. O que percebemos de diferente nos dois? Vários detalhes não é galera? Atentem e comparem a COR da pele deles, será igual? Claro que NÃO! Estranho!! Permitam-me fazer outra pergunta. 
 
      Qual a razão ou a intenção que a GLOBO teve em pintar, ou escurecer a pele deste ator no momento da gravação? Será que só porquê a personagem é POBRE, obrigatoriamente teria que ser NEGRA? RACISMO seria a resposta para todas as minhas perguntas. Não há dúvidas de que a GLOBO além de manifestar vários preconceitos em sua grade de programação...Ja deixou claro que também é RACISTA!!!


                                                                                                      Um abraço

                                                                                               Professor Carlos Sena

26 de ago de 2013

Confirmado que a amamentação reduz o risco de obesidade em crianças

O fato de que o aleitamento materno traz uma série de benefícios à saúde, tanto para a mãe quanto para o bebê, já é bem conhecido e é embasado em uma grande quantidade de evidências científicas. 

Um novo fator é agora agregado a este contingente de benefícios. Uma pesquisa realizada no Japão e publicada online na revida JAMA Pediatrics do último dia 12 de agosto, demonstra que crianças que foram amamentadas apresentaram menor risco de desenvolverem obesidade na infância. 

Apesar de que já a algum tempo seja sugerido que a amamentação proteja crianças contra a obesidade, alguns estudos não encontraram esta associação. As evidências permaneciam inconclusivas devido a muitos estudos não considerarem fatores associados, tanto da mãe (nível de educação, fumo e condição de trabalho) como da criança (sexo, tempo de televisão e computador). Estes fatores são tecnicamente chamados fatores confundidores. Neste novo estudo foram considerados estes fatores e ajustados de forma a que eles não teriam influência sobre os resultados. 

Foram analisados dados de alimentação na infância de mais de 43.000 crianças com idade entre 7 e 8 anos e que foram acompanhadas desde os seis meses de idade. Os resultados mostram que mesmo quando considerados os potenciais fatores confundidores, a amamentação exclusiva por 6 a 7 meses reduziu em 45% o risco da criança estar obesa aos 8 anos de idade. 

Os resultados desta pesquisa se somam a inúmeros outros que indicam que a amamentação traz vários benefícios para a saúde da mãe e da criança a curto, médio e longo prazo. Isto deve servir como um incentivo para que a amamentação exclusiva nos primeiros meses de idade do bebe seja estimulada.

Fonte: ABC da saúde

24 de ago de 2013

ALAGOAS: Concurso da Educação sai até dezembro, garante nova secretária

Secretária de Educação Josicleide Moura garante concurso
Após idas e vindas e vários pareceres, o esperado concurso da Educação deve ser realizado até o final deste ano pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe/Unb). Quem garante é a secretária de educação, Josicleide Moura, em entrevista ao TNH1 nesta sexta-feira (23). Apesar de a Procuradoria Geral do Estado (PGE) ter orientado que fosse realizado processo licitatório para a escolha da empresa organizadora do certame, a escolha ficou a cargo das secretarias de Educação e Gestão Pública (Segesp).

A secretária explicou que reencaminhou o pedido de reconsideração à PGE neste mês e o órgão autorizou que a decisão sobre a escolha da empresa fosse tomada em conjunto com a secretaria de Educação e a Segesp. Os detalhes sobre a decisão do certame devem ser anunciados nos próximos dias.

“Vários concursos foram realizados por esta empresa e depois de reuniões com o secretário Alexandre Lages optamos por fazer o certame com dispensa de licitação”, disse.

O concurso foi anunciado pelo governador Teotônio Vilela em janeiro de 2012, com oferta de 3.477 vagas para professores e técnicos administrativos. O então secretário de Educação, Adriano Soares, defendeu que fosse escolhida a empresa por dispensa de licitação. A PGE publicou parecer contrário afirmando que era necessária a abertura de licitação para a escolha de uma empresa.

Em julho, o diretor-presidente da Agência de Modernização da Gestão de Processos do Estado (Amgesp), Israel Guerreiro, anunciou o fim do impasse na questão do concurso público da Secretaria de Estado da Educação e Esportes (SEE). À época, Guerreiro afirmou que já elaborava a minuta da licitação do certame e o nome da empresa responsável pela realização seria conhecido na primeira quinzena de agosto.

Fonte: Tudo na Hora

18 de ago de 2013

O QUE É O "RACISMO"?

O racismo é a tendência do pensamento, ou o modo de pensar, em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas e superiores umas às outras, normalmente relacionando características físicas hereditárias a determinados traços de caráter e inteligência ou manifestações culturais. O racismo não é uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões pré concebidas que valorizam as diferenças biológicas entre os seres humanos, atribuindo superioridade a alguns de acordo com a matriz racial.

A crença da existência de raças superiores e inferiores foi utilizada muitas vezes para justificar a escravidão, o domínio de determinados povos por outros, e os genocídios que ocorreram durante toda a história da humanidade e ao complexo de inferioridade, se sentindo, muitos povos, como inferiores aos europeus.

O racismo tem assumido formas muito diferentes ao longo da história. Na antiguidade, as relações entre povos eram sempre de vencedor e cativo. Estas existiam independentemente da raça, pois muitas vezes povos de mesma matriz racial guerreavam entre si, e o perdedor passava a ser cativo do vencedor, neste caso o racismo se aproximava da xenofobia. Na Idade Média, desenvolveu-se o sentimento de superioridade xenofóbico de origem religiosa. 

Quando houve os primeiros contatos entre conquistadores portugueses e africanos, no século XV, não houve atritos de origem racial. Os negros e outros povos da África entraram em acordos comerciais com os europeus, que incluíam o comércio de escravos que, naquela época, era uma forma aceite de aumentar o número de trabalhadores numa sociedade e não uma questão racial.

No entanto, quando os europeus, no século XIX, começaram a colonizar o Continente Negro e as Américas, encontraram justificações para impor aos povos colonizados as suas leis e formas de viver. Uma dessas justificações foi a ideia errônea de que os negros e os índios eram "raças" inferiores e passaram a aplicar a discriminação com base racial nas suas colônias, para assegurar determinados "direitos" aos colonos europeus. Àqueles que não se submetiam era aplicado o genocídio, que exacerbava os sentimentos racistas, tanto por parte dos vencedores, como dos submetidos, como os índios norte-americanos que chamavam os brancos de "Cara pálidas".

Os casos mais extremos foram a confinação dos índios em reservas e a introdução de leis para instituir a discriminação, como foram os casos das leis de Jim Crow, nos Estados Unidos, e do apartheid na África do Sul.

Fonte: Wikipedia

12 de ago de 2013

República Velha (1889-1930)

Compreendida entre 1889 e 1930, a República Velha representou o poder das oligarquias rurais no cenário político e econômico brasileiro.

A República Velha, ou Primeira República, é o nome dado ao período compreendido entre a Proclamação da República, em 1889, e a eclosão da Revolução de 1930.

Neste canal do Brasil Escola, o leitor e estudante irá encontrar uma série de artigos referentes a esse momento de formação do Estado republicano brasileiro. Usualmente, a República Velha é dividida em dois momentos: a República da Espada e a República Oligárquica.

A República da Espada abrange os governos dos marechais Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto. Foi durante a República da Espada que foi outorgada a Constituição que iria nortear as ações institucionais durante a Primeira República. Além disso, o período foi marcado por crises econômicas, como a do Encilhamento, e por conflitos entre as elites brasileiras, como a Revolução Federalista e a Revolta da Armada.

A República Oligárquica foi marcada pelo controle político exercido sobre o governo federal pela oligarquia cafeeira paulista e pela elite rural mineira, na conhecida “política do café com leite”. Foi nesse período ainda que se desenvolveu mais fortemente o coronelismo, garantindo poder político regional às diversas elites locais do país.

O período marca também a ascensão e queda do poder econômico dos fazendeiros paulistas, baseado na produção do café para a exportação. Além disso, os capitais acumulados com a exportação do produto garantiram o início da industrialização do país, ao menos na região Sudeste.

Essa industrialização proporcionou mudanças na estrutura social brasileira, com a formação de uma classe operária e o crescimento do espaço urbano. As mudanças políticas e sociais, também conhecidas pelo termo modernização, resultaram ainda em agudos conflitos sociais, tanto no campo, como no caso da Guerra de Canudos, quanto nas cidades, como a Revolta da Vacina e as greves operárias na década de 1910.

A crise das oligarquias rurais e a crise econômica mundial, atingindo profundamente a produção cafeeira, representaram a agonia da República Velha. A insatisfação com a eleição de Júlio Prestes, em 1930, deu à elite os motivos para derrubar os fazendeiros paulistas que estavam no poder, através da Revolução de 1930. Era o fim da República Velha e o início da Era Vargas.

Fonte: Brasil Escola

6 de ago de 2013

Indicadores sociais: a questão étnico-racial e educação

Por Sandra Ribeiro

Nos últimos anos temos observado uma tendência a familiarização da população com o uso de indicadores sociais. Atualmente, indicadores sociais são corriqueiramente citados na mídia, debates e etc. Com esta ferramenta é possível avaliar as condições de vida da população, assim como pensar que prioridades sociais se fazem necessário atender e em que circunstâncias. Portanto, permite subsidiar processos de planejamento, gestão e avaliação de políticas públicas, dentre outras iniciativas.

Dentre os diversos indicadores sociais, os educacionais chamam especialmente nossa atenção, pela educação ser considerada um dos elementos pressupostos do desenvolvimento econômico de uma nação. Entre suas potencialidades é possível sistematizar uma análise das condições de vida, saúde e empregabilidade, utilizando indicadores educacionais como proxy da condição econômico-social da população. Porém, ao acionar indicadores educacionais, um olhar mais acurado nos permite observar a extensão das clivagens sociais existentes no Brasil, assim como as questões de classe em associação as questões de gênero e cor e raça.

Esta análise nos permite observar que o impacto das desigualdades é mais incisivo em grupos específicos, pois em conformidade com características físicas e cor da pele os indivíduos estão suscetíveis a tratamento diferenciado. 

Tendo por referência estas ponderações, vamos observar a incidência do analfabetismo da população brasileira a partir dos dados trabalhados no segundo Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil; 2009-2010.

Segundo os dados da PNAD 2008, trabalhados no Relatório, 10% da população residente no Brasil com mais de 15 anos eram analfabetas. Para fins de comparação intertemporais, em 1988 esta taxa era de 18,9%. Correspondendo a um considerável avanço de 8,9%. Porém ao aproximarmos a lente para uma análise mais acurada, quando nos referimos às questões de gênero, percebemos movimento diferenciado dos indicadores. Naquele intervalo de tempo, de vinte anos, entre os homens a taxa de analfabetismo declinou de 18,2% em 1988 para 10,2% em 2008. Entre as mulheres apresenta um movimento distinto, passou de 19,6% para 9,8%.

Quando analisamos a evolução temporal das diferenças entre as taxas de analfabetismo dos grupos que se declararam brancos, pretos e pardos percebemos movimento dos indicadores, ainda mais diferenciados; tendo os pretos e pardos com indicadores educacionais desfavoráveis em relação ao contingente branco. Nos anos de 1988 e 2008, no contingente branco, a taxa de analfabetismo acima de 15 anos de idade passou de 12,1% para 6,2%. Neste mesmo intervalo de tempo o percentual de pretos e pardos analfabetos declinou de 28,6% para 13,6%. 

Podemos observar que as taxas de analfabetismo de ambos os grupos de cor ou raça apresentou redução expressiva neste intervalo de tempo, declinando em ritmo mais acelerado entre os pretos & pardos em comparação aos brancos. Todavia, cabe salientar que a taxa de analfabetismo dos pretos & pardos no ano de 2008 ainda era inferior ao mesmo indicador entre os brancos vinte anos antes.

Fazendo uma observação priorizando a análise dos indicadores decompostos pelos grupos de cor ou raça e sexo, verifica-se que em 2008 a taxa de analfabetismo dos homens brancos acima de 15 anos foi de 6,0% e entre as mulheres brancas, de 6,4%. O analfabetismo dos homens pretos & pardos foi de 14% e das mulheres pretas & pardas de 13,2%. Percebe-se que o contingente de pretos & pardos são mais desfavorecidos em relação ao contingente branco.

Analisando outro indicador educacional como a evolução do número médio de anos de estudo da população brasileira, vamos concentrar as observações na escolaridade média da população entre 1988 e 2008.

Por questões metodológicas e tendo por referência o IBGE que computa cada série concluída com aprovação como ano de estudo, considerou-se como número médio de anos de estudos a razão do somatório no número de anos que a população de um determinado grupo etário, em seu conjunto, estudou, dividido pelo número total de membros desta mesma faixa etária. Ao analisar este indicador desagregado pelos grupos de cor & raça e sexo em todo o Brasil, em 2008, observa-se que a média dos anos de estudos dos homens brancos com mais de 15 anos foi de 8,2 anos de estudos. Já entre os homens pretos & pardos na mesa faixa etária foi de 6,3 anos de estudos. Entre as mulheres, os anos médios de estudos foram 8,3 no caso das brancas, e 6,7, no caso das pretas & pardas.

Muito embora a população preta e parda apresente indicadores educacionais em franca aceleração, cabe salientar o quanto este indicador ainda é desfavorável em comparação ao contingente branco. Neste contexto de acesso a educação de grupos historicamente desfavorecidos, observamos uma redefinição nos processos de realizações onde a sociedade brasileira passou a assumir papel estratégico. A pressão de movimentos sociais em prol do acesso de grupos historicamente desfavorecidos aos bancos escolares vislumbra gradativas mudanças estruturais, embora ainda se faça necessário a introdução de outras etapas presentes e futuras considerando os parâmetros de qualidade e eficiência da educação.

Neste contexto de reestruturação e mudanças, podemos citar a colaboração do projeto A Cor da Cultura onde existe expressiva contribuição ao projeto educativo de valorização da cultura afro-brasileira, em que há priorização da formação continuada de docentes do ensino básico de todo Brasil, na implementação da Lei 10.639/03. O projeto, fruto de uma parceria entre a Petrobras, o Canal Futura, a Secretaria de Igualdade Racial – SEPPIR, o MEC, a Fundação Palmares e a ONG Cidan, tem por objetivo promover uma educação que reconheça e valorize a diversidade, que tenha em seus compromissos as origens do povo brasileiro para uma inclusão qualificada. 

E certamente os indicadores educacionais têm uma agregação de valores informacionais que servirão de subsídios em planejamento para redução das desigualdades, viabilizando a avaliação das tendências do acesso da população a educação e consecutivamente a diversas outras áreas de ação.

Fonte: A Cor da Cultura