27 de dez de 2012

Sisu 2013 vai oferecer 129,7 mil vagas em mais de 3,7 mil cursos de ensino superior


O sistema entra no ar a partir do dia 7 de janeiro de 2013. Vagas serão preenchidas por estudantes que prestaram o Enem.
 
Agência Brasil
O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) vai oferecer 129.729 vagas em 3.751 cursos de 101 instituições públicas de ensino superior. As informações já estão disponíveis aos candidatos no site do sistema. A ferramenta foi criada pelo Ministério da Educação (MEC), em 2009, para unificar o processo de seleção de universidades e institutos federais de ensino.

As vagas serão preenchidas por estudantes que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e obtiveram nota maior que zero na redação. O sistema entra no ar a partir do dia 7 de janeiro de 2013.

De acordo com o cronograma do Sisu, publicado na quarta-feira (26) no Diário Oficial da União, as inscrições vão até as 23 horas e 59 minutos do dia 11 de janeiro de 2013 (horário de Brasília) e devem ser feitas exclusivamente pela internet, no portal do Sisu. Para a seleção do primeiro semestre de 2013 valerá a nota do Enem 2012, cuja divulgação, segundo o MEC, será feita amanhã (28).

Segundo o edital, o estudante poderá se inscrever em até duas opções de vaga e deverá especificar a ordem de preferência, o local de oferta, o curso e o turno. Além disso, será possível escolher a modalidade de concorrência - em 2013, o Sisu se adequará à Lei de Cotas, de agosto de 2012.
As inscrições serão gratuitas e as instituições de ensino deverão disponibilizar acesso à internet aos estudantes interessados.

O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 14 de janeiro de 2013 e da segunda chamada, no dia 28 de janeiro, no site do Sisu e das instituições. No caso de notas idênticas, o desempate será feito pela seguinte ordem de critérios: nota na redação; nota em Linguagens, Códigos e suas tecnologias; nota em Matemática e suas Tecnologias; nota em Ciências da Natureza e suas Tecnologias e nota em Ciências Humanas e suas Tecnologias.

As matrículas serão feitas nas instituições nos dias 18, 21 e 22 de janeiro para a primeira chamada e 1º, 4 e 5 de fevereiro para a segunda.
 

19 de nov de 2012

O dia da consciência negra no Brasil


 
O Dia Nacional da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A semana dentro da qual está esse dia recebe o nome de Semana da Consciência Negra.

A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. O Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte de africanos para o solo brasileiro (1594).

Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.

Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.

O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos.

 Fonte: Wikippedia

1 de nov de 2012

Tempo das "vacas magras" ou falta de planejamento?


 
CAOS TOTAL: É lamentável e desesperadora a situação em que Uniao dos Palmares-AL e demais municipios alagoanos enfrentam, por razões dos cortes existentes nos repasses dos recursos enviados pelo governo federal, e que são destinados aos cofres das prefeituras municipais! Funcionários CONTRATADOS demitidos, transportes escolares parados, o que ocasiona a ausencia de alunos nas escolas, falta de merenda, atraso no pagamento de servidores efetivos, enfim UMA SITUAÇÃO DE CALAMIDADE E FALENCIA PÚBLICA!!
 Vamos interceder a Deus pela nossa cidade e nossos irmaos de outros municipios! O DESEMPREGO É SERIO! QUEM TRABALHA PRECISA RECEBER EM DIA, TEMOS FAMILIA, PRECISAMOS COMER E NOS VESTIR, PAGAR NOSSAS CONTAS! É UM ABSURDO ESSA SITUAÇÃO EM UM PAÍS ONDE SE ARRECADA TRILHÕES EM IMPOSTOS, TIRADOS DO PROPRIO BOLSO DOS BRASILEIROS!! JUSTIÇA E DIGNIDADE JÁ NESSE PAÍS!! 
                                                                                                                                  Professor Carlos Sena

29 de out de 2012

O que é a "DELINQUÊNCIA"?

Por gabriela cabral

A delinqüência é um problema comportamental caracterizado por realizações de atos criminosos em indivíduos de menoridade penal. São várias as causas que levam um menor a praticar atos criminosos como problemas socioeconômicos, relacionamento com os pais e familiares, problemas escolares e ainda disposição a problemas psicopatológicos (o que seria classificado como um transtorno de conduta). A principal causa de delinqüência no ponto de vista psicológico é o distanciamento dos pais que não conhecem o dia-a-dia de seus filhos e nem mesmo os próprios. Já para o sociológico, a delinqüência é fruto da exclusão e da errônea privação de bens e serviços e riquezas e benefícios.

No ponto de vista sociológico, educacional, psicológico e religioso, os delinqüentes rejeitam os valores morais, deturpam a “liberdade de expressão”, agem conforme suas próprias vontades, não se preocupam com o próximo, vivem de forma extravagante (libertinagem), se apegam aos vícios, se satisfazem com a violência e ainda a pratica de forma explícita, etc.

O estado de pobreza extrema de uma família faz como que um menor se coloque em risco para buscar levantar dinheiro para ajudar seus pais na manutenção de casa. Com ou sem maioridade penal, os delinqüentes deveriam ser submetidos a programas sócio-educativos que os colocaria, por exemplo, para reparar o dano causado por seu ato criminoso, trabalhar gratuitamente para comunidades, ter liberdade assistida e outras formas que ao contrário de privar qualquer contato como os restabelecimentos morais e éticos, estariam aprendendo meios de como trabalhar e viver em sociedade de maneira digna e remunerada.


Fonte: mundo educaçao

22 de set de 2012

DEMOCRACIA VERSUS DITADURA




A democracia é o único regime que permite ao cidadão ser contra, dentro da lei. Os demais regimes recusam ou reprimem esse direito e permitem ao cidadão apenas ser a favor ou neutro, jamais

 ser contra. Portanto, para funcionar bem, a democracia precisa garantir ao cidadão aquilo que a distingue dos demais regimes: o direito legal de ser contra. 

As eleições são feitas somente com o voto a favor e não há como distinguir a democracia da ditadura, pois esta também permite o voto a favor. Muitos ditadores submeteram-se a eleições e foram “reeleitos”, sempre com votos a favor e por compra de votos, já que não são capazes de ganhar a eleição com a vontade do povo, mas se aproveitam, na maioria das vezes, das pessoas mais humildes.


Em nosso país, por exemplo, há muitos políticos que, embora rejeitados por muitos, acabam sendo eleitos por poucos, lamentavelmente com votos suficientes para ganhar o cargo. O voto a favor, sozinho, não garante a democracia. Por isso, é necessário que o eleitor reflita sobre a questão da empregabilidade, do concurso público, da industrialização e da instalação das universidades no município.


As eleições que aconteceram e que acontecem não detectam verdadeiramente a vontade da maioria dos cidadãos — um dos traços da democracia, pois não levam em conta a rejeição dos eleitores ao candidato. É uma democracia pela metade! 


                                                                                                        ( Milton Nogueira)
   

12 de set de 2012

Brasileiros estão entre os mais otimistas em relação ao futuro da educação, mostra pesquisa

Nos países das Américas Central e do Sul, a população acredita que a educação irá melhorar na próxima década, mas muitos cidadãos ainda dão “nota vermelha” para os sistemas locais de ensino. É o que aponta a pesquisa Olhares sobre a Educação Ibero-Americana, divulgada hoje (6) pela OEI (Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura). No levantamento, foram entrevistadas mais de 22 mil pessoas em 18 países da região, incluindo o Brasil.

 
Os brasileiros estão entre os mais otimistas em relação ao futuro da educação no país nos próximos dez anos. Para 62% dos entrevistados, a educação vai melhorar, 26% acreditam que ficará no mesmo patamar e 9% avaliam que irá piorar. Apenas o Paraguai tem um resultado melhor: naquele país, 64% esperam avanços na área. Já os hondurenhos são os que menos acreditam no futuro do sistema educacional de seu país: só 26% acham que a situação irá melhorar, enquanto 37% acreditam que ficará no mesmo nível e 23% preveem piora. Em todos os países, o percentual de pessoas que avaliam de forma positiva o futuro da educação é superior ao daquelas que têm uma percepção negativa.

“Esse otimismo do cidadão é um fator de enorme pressão aos sistemas educativos. Expectativas positivas contribuem fortemente para que a educação funcione”, avalia o secretário-geral da OEI, Álvaro Marchesi.


Por outro lado, os brasileiros estão entre os que têm a pior avaliação sobre a qualidade do ensino público no seu país. A nota atribuída pelos entrevistados, em uma escala de 0 a 10, foi 5,2 pontos, a quarta mais baixa entre os países pesquisados, ao lado de Honduras. O país que, na avaliação dos entrevistados, tem o pior sistema de ensino é o Chile, cuja nota foi 4,6. Os mais satisfeitos são os costa-riquenhos e os nicaraguenses, que atribuíram nota 7 à educação.

O relatório destaca, entretanto, que os resultados devem ser analisados com prudência, já que a percepção dos cidadãos está ligada às circunstâncias sociais, econômicas e políticas de cada país no momento em que a pesquisa foi feita. “Estamos analisando expectativas e não indicadores concretos, que muitas vezes não correspondem às opiniões da população”, destacou Marchesi.

Os entrevistados também elegeram o que consideram prioridades para a educação avançar. Em primeiro lugar, aparece melhorar a qualidade das instalações, com 45% das respostas. Na sequência, estão melhorar a formação do professor (41%), melhorar o salário do professor (29%) e incorporar as novas tecnologias no ensino (28%). Só 9% acham que aumentar a jornada escolar diária é importante para fortalecer a aprendizagem. Cada entrevistado pôde marcar mais de uma opção.

 
O Brasil foi o país que registrou o maior o percentual de pessoas que consideram o aumento dos salários dos professores uma medida prioritária para melhorar a educação: 57% marcaram essa opção, contra 29%, considerando a média das respostas de todos os países latino-americanos. O percentual de brasileiros que avaliam como bom ou muito bom o nível de conhecimento dos professores sobre os temas que lecionam foi 81%, acima da média da região (77%). Os professores mais mal avaliados foram os do Chile (58%). Na outra ponta, estão os da Colômbia (90%).

Fonte: UOL educação

26 de ago de 2012

Professores fazem contraproposta ao governo

Entidades não aceitaram a proposta do governo de reajuste de no mínimo 25% e máximo 40%; Ministério da Educação informa que negociações estão encerradas e plano "busca a valorização da dedicação exclusiva e da titulação dos docentes"

Agência Brasil - Um grupo de representantes do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) foi recebido no Palácio do Planalto, por funcionários da Secretaria-Geral da Presidência da República. Eles protocolaram uma contraproposta dos professores e pediram a reabertura das negociações, encerradas desde o dia 3 de agosto pelo governo, que assinou acordo com o Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), entidade que representa a minoria dos docentes.

As entidades de classe que reúnem a maioria, o Andes-SN e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), rejeitaram a proposta governamental de reajuste de 20% a 45%. Ontem (23), a presidenta do Andes-SN, Marinalva de Oliveira, também esteve no Ministério do Planejamento para protocolar a contraproposta e informou, na ocasião, que a categoria abre mão de aumento e dá preferência à reestruturação da carreira.

Nesta sexta-feira, o Ministério da Educação reafirmou, por meio de nota, que as negociações com os professores das instituições federais de ensino estão encerradas. O MEC afirma que o acordo assinado com a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições de Ensino Superior (Proifes), que representa parte dos professores, "busca a valorização da dedicação exclusiva e da titulação dos docentes".

De acordo com a nota, as entidades que não aderiram ao acordo - Andes-SN e Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) - podem fazê-lo a qualquer momento. A oferta do governo prevê reajuste mínimo de 25% e máximo de 40% para os professores.

Fonte: Agência Brasil

17 de ago de 2012

ORAÇAO DE QUEBRAR FEITIÇO PARA UNIAO DOS PALMARES-AL


Por José Cizino de Oliveira


              “ES´U OTA ´ORIS´A ´´OSETUR´A L’ORUK´O ´AYAB´A M´O O´”!

Senhor, Deus todo poderoso, baixai teu olhar doce, sereno e misericordioso sobre nos povo palmarino, todos nos, pobres, humildes, humilhados, perseguidos, escravizados e desumanizados. Nos que rastejamos há décadas nos guetos das desilusões.

Faze-nos, Senhor, com o teu olhar, levantarmos a cabeça, o troco e todos os membros, com a força da tua verdade, da tua justiça, do teu amor e da tua esperança que e o que ainda nos mantem de pé e respirando. Estamos à beira do caos moral que nos leva barranco abaixo ao caos social.

Lavai nossas almas Senhor, com a agua do Rio Jordao e nos dai novo animo de viver, assim como foi dado ao teu filho Jesus Cristo quando foi batizado por São Joao batista.

Já não suportamos mais Senhor, ver tantas cabeças expostas em bandejas em detrimento de insultos e gargalhadas dos usurpadores do povo que usam o teu santo nome em vão e em nome do teu amor infinito pelo povo, negligencia os teus ensinamentos e desviam os princípios básicos da fé e do amor incondicional ao próximo.

Fazei o chicote da opressão transformar-se em colares para enfeitar o nosso pescoço e do sangue derramado pelo mesmo chicote correntes para atar os pés e as mãos do opressor.

Ressuscitai Senhor, nesta hora que se faz tempo os espíritos dos nossos ancestrais, guerreiros escravizados, e do sangue injustamente derramado no topo da Serra Mae Barriga, fazei descer ladeira abaixo, nas raízes da fé africana a justiça por séculos negada.

Que os raios de Iansã com toda a sua força queime de vez o tronco da jurema e que a terra expurgue do seu interior o catimbó do diabo ali plantado, para que assim a verdade prevaleça e os castigos sejam creditados com toda a sua força a quem devedor for.

Fazei nascer dos troncos que nos oprime, sementes de libertação, levadas com a sabedoria de Ossaim e de Oxosse aos campos férteis de tempos novos. Que Omulu cure as feridas, ainda vivas e cortantes que não foram cicatrizadas das entranhas do nosso povo.

Com o leite de nossa Mae Maria Santíssima que tem nos alimentado nestes anos de desesperança e com a graça do Divino Espirito Santo dai-nos a paz, a verdade e a lisura com a coisa publica que tanto almejamos.

Estamos exaustos Senhor, não confiamos em mais ninguém, só em ti, e em ti depositamos o nosso voto de libertação. Estamos exaustos Senhor e já não suportamos os chacais em pele de cordeiros a nos enganar com suas caras dóceis, seus pelos brancos e macios que mesmo conhecendo a tua verdade, que mesmo conhecendo o mal em sua raiz se calam e te usam em nome de seus próprios interesses.

Protege-nos Senhor, seja dia, seja noite, por agua, por fogo ou por terra. Fechai nosso corpo e nos livra do feitiço das palavras falsas da corrupção que enriquece alguns à custa da miséria de muitos. Livrai-nos de tudo quanto for de ruim, pelas quarenta e cinco chagas de nosso Santíssimo, nos livrai dos maus feitores, dos maus empresários que expoliam os seus empregados e financiam o sucesso de poucos em nome da miséria de muitos, pois aquilo que por ele dado em dobro será cobrado.

Dê-nos coragem, serenidade, força, saúde, humildade e os ensinai a ter respeito a tua palavra e a palavra empenhada aos pobres em nome de sua ascensão. Que Olodumare, Senhor Supremo, que Oduduwa, fonte geradora de vida, Jave, Jeova, Maome, Orinshala, Emanuel, Oxala, Xango, Aganju, Kori, Abipa, Abiedun em sua eterna sabedoria possa guiar as nossas cabeças para um dia, que seja hoje, União mudar. Amem! Axé!

12 de ago de 2012

Senado aprova PEC do diploma em Jornalismo

Brasília - O Senado aprovou ontem, por 60 votos a favor e 4 contrários, o segundo turno da proposta de emenda constitucional (PEC) que torna obrigatória a obtenção do diploma de curso superior de Jornalismo para o exercício da profissão no País.

O texto terá ainda de ser votado na Câmara dos Deputados, onde tramita uma proposta semelhante. Em 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a exigência do diploma, imposta durante o regime militar, atenta contra a liberdade de expressão. A emenda agora aprovada e a da Câmara são alvo do lobby patrocinado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e por outras entidades sindicais.

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) foi o único a se manifestar contra a proposta. Na sua opinião, ela interessa sobretudo aos donos de faculdades privadas ruins, "arapucas que não ensinam nada e que vende a ilusão de um futuro profissional". "Não há interesse público envolvido nisso. Pelo contrário, a profissão de jornalismo diz respeito diretamente à liberdade de expressão do pensamento, de modo que não pode estar sujeita a nenhum tipo de exigência legal nem mesmo constitucional", defendeu.

O parlamentar lembrou que, se a emenda for aprovada pelos deputados, a profissão de jornalista será a única a constar na Constituição. "Existem médicos, advogados e outros profissionais que são bons jornalistas, sem a necessidade de ter um diploma específico", afirmou.

"Será uma aberração colocar a profissão de jornalista na Constituição por razões meramente corporativas, para atender ao sindicalismo dos jornalistas, que é o mesmo que trabalha pelo controle social da mídia", criticou Ferreira.

A senadora Ana Amélia (PP-RS) disse que, como jornalista diplomada, aprovaria a proposta "por questão de coerência". Já o autor da proposta, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), atribuiu as críticas à proposta de emenda aos "patrões" de empresas de comunicação, interessados em contratar profissionais não diplomados por um salário menor. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Fonte: Site do UOL

7 de ago de 2012

Um pAsSeio PoR NaTaL-Rn

Os 400 quilômetros de costa de Natal e arredores, emoldurados por dunas, recifes, falésias e piscinas naturais, fazem da capital do Rio Grande do Norte um dos destinos mais procurados do país. Junte-se a tudo isso passeios de bugue, rústicas vilas de pescadores, natureza preservada, noite agitada e sol quase todos os dias do ano. Resumo: férias perfeitas!

Ao Norte, os destaques são as dunas de Genipabu e as lagoas de Jacumã e Pitangui

Natal foi fundada pelos portugueses no século 16, com a construção do Forte dos Reis Magos. A fortaleza, com formato semelhante ao de uma estrela de cinco pontas, é um dos principais cartões-postais da cidade. Além de guardar canhões e muitas histórias, descortina uma bela vista das praias urbanas da capital potiguar.

A mais procurada é Ponta Negra, concorrida durante o dia em função de seus quiosques; e badalada quando o sol se põe por reunir alguns dos melhores bares e restaurantes locais. Em muitos deles, o cardápio é repleto de delícias típicas da culinária regional à base de frutos do mar, carne-de-sol, feijão verde, arroz-de-leite...
O dia começa cedo em Natal. A primeira providência é alugar um carro - de preferência um bugue, o meio de transporte oficial para circular pela capital e arredores. Seguindo para o litoral Norte, os destaques são as dunas de Genipabu e as lagoas de Jacumã e Pitangui, onde são praticados o esquibunda e o aerobunda. Ao Sul, as tranquilas praias da região levam à vila de Pipa, a 90 quilômetros.
Quando o assunto é compras, os mercados de artesanato espalhados por Natal oferecem peças em madeira, tecido e vidro. No Centro de Turismo, um casarão onde funcionou a cadeia pública, os destaques são os delicados bordados em renda de labirinto e os coloridos trabalhos em cerâmica.

Fonte do texto de apoio: Férias Brasil



23 de jul de 2012

NoTa eSpEcIaL!!!


                                                       Olá gente, tudo bem por aí?

Gostaria de poder vos informar que esses 10 dias estou curtindo férias de julho em Natal-RN, e que por essa importante razão estaremos em off até o dia 03/08. Na verdade todos sabem que férias é um direito de todo trabalhador honesto que presta um serviço sério e com qualidade, principalmente quando se trata de educar ou conduzir crianças, jovens e adolescentes ao pleno conhecimento da vida e do cotidiano, mostrando a esses as condições necessárias para enfrentar e ingressar ao tão competitivo e exigente mercado de trabalho. Estou como citei no inicio, em Natal-RN aproveitando um pouco do recesso que estou gozando neste mês de Julho. A todo/as um super restinho de Julho!!




              Até breve e aguardem novidades e maravilhosas fotos dessa aventura na capital potiguar.
                                                                                                                  Carlos Sena



14 de jul de 2012

Governo propõe para docentes federais em greve aumento salarial e mudança no plano de carreira

Após quase dois meses de greve dos professores das universidades e institutos federais, o governo federal apresentou nesta sexta-feira (13) uma proposta que prevê mudanças no plano de carreira, que entrariam em vigor a partir de 2013, e um aumento salarial que, de acordo com o Ministério do Planejamento, pode chegar a até 45,1% para o topo da carreira (professor titular com dedicação exclusiva).

A proposta, que ainda será encaminhada como projeto de lei para aprovação no Congresso, reduz de 17 para 13 os níveis de carreira, uma das reivindicações do movimento grevista. Com isso, os professores vão conseguir subir mais rápido na carreira e passarão a receber salários maiores.

O governo diz ainda que irá conceder reajuste salarial a todos os docentes federais de nível superior, totalizando 143 mil profissionais, além dos 4% já concedidos por uma medida provisória e retroativos a março, ao longo dos próximos três anos.

Para os professores titulares com dedicação exclusiva, topo da carreira, os ganhos chegarão a R$ 17,1 mil em três anos. Segundo o Planejamento, esse valor representa um aumento de 45,1% em relação aos salários de fevereiro, que eram de R$ 11,8 mil. No entanto, se considerados os 4% já concedidos retroativos a março, percentual de reajuste da proposta seria de cerca de 40%.

Os salários dos professores já ingressados na universidade, com título de doutor e dedicação exclusiva, passarão de R$ 7,3 mil para R$ 10 mil no período de três anos. O governo também prevê um novo processo de certificação para os professores dos institutos federais.

De acordo com a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, o impacto no orçamento será de R$ 3,9 bilhões ao longo dos próximos três anos, com 40% desse total sendo aplicado em 2013, 70% em 2014 e 100% em 2015. A partir daí, o impacto anual previsto será de R$ 3,9 bilhões.

A principal reivindicação do movimento grevista é a reestruturação da carreira docente, por isso, as negociações são feitas com o Ministério do Planejamento. Na última reunião, a pasta propôs que a greve fosse encerrada e que as discussões continuassem com base na carreira do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação). Os docentes não concordaram em acabar com a paralisação.

Fonte: Uol educaçao


4 de jul de 2012

10% do PIB para educação equivale a duas CPMFs, diz Mercadante

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, voltou a questionar nesta terça-feira a decisão da comissão especial da Câmara dos Deputados de aumentar os gastos públicos em educação para 10% do PIB (Produto Interno Bruto). Atualmente, o país destina cerca de 5% do PIB para o setor.

O índice é um dos pontos mais polêmicos do PNE (Plano Nacional de Educação), que define metas e estratégias para o setor num período de dez anos.

"10% [do PIB para educação] equivale a duas CPMFs [imposto destinado à área de saúde, extinto em 2007]. Evidentemente não tem espaço na economia brasileira para aumentar a carga tributária", afirmou o ministro após cerimônia de posse de novos integrantes do CNE (Conselho Nacional de Educação).

Mercadante afirmou que o ministério era favorável ao percentual de 7,5%, defendido no parecer do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), relator da matéria na Câmara. O percentual foi ajustado para 8% e, após pressão de entidades ligadas ao setor, aumentado para 10%.

O texto será agora debatido no Senado Federal.

FONTE DE RECURSOS

Mercadante afirmou que o debate deve ser aprofundado agora no Senado, por meio de uma definição da fonte de recursos para esse aumento de gastos em educação.

"Se não tem espaço para aumentar a carga tributaria, (...) você tem que tirar [recursos] de outras áreas e o Congresso precisa dizer quais são as fontes. Como é que você vai fazer esse aumento do orçamento?", questionou.

Fonte: Folha Uol

28 de jun de 2012

Como reagir em casos de furtos na escola?


Eles acontecem em qualquer escola - grande ou pequena, conservadora ou liberal, pública ou privada -, interferem na gestão do cotidiano e afetam as relações interpessoais da comunidade. Embora a prática de pequenos furtos pelos alunos seja recorrente, não devemos naturalizar esse fenômeno. Pelo contrário, é uma ação complexa que precisa ser entendida nas suas dimensões culturais, institucionais e psicológicas.
Muitos gestores tendem a ignorar o problema, pois acreditam que ele acaba com o passar do tempo. Outros preferem até omitir o fato com receio de aumentar o clima de insegurança ou por acreditar que a divulgação pode chamar a atenção para as fragilidades da instituição.

Gestores e professores precisam analisar e planejar ações conjuntas para combater tal ocorrência. O primeiro passo é mapear o que está ocorrendo. Para isso, vale conhecer a natureza dos objetos furtados para ver se tem valor material, educacional ou simbólico, saber a quem pertence (aos alunos, aos professores ou à própria instituição), de que ambiente desapareceu (da sala de aula, do pátio, das mochilas) e em que momento da rotina (no intervalo, na hora da saída, em uma aula específica ou um evento).

Não se trata de uma investigação policial, mas de recolher informações a fim de entender melhor o fato. Esse tipo de comportamento, quando protagonizado por um estudante, pode estar associado a dificuldades de ordem emocional decorrentes, por exemplo, de conflitos familiares. Nesse sentido, o ato pode ser interpretado como um pedido de ajuda.

Em um segundo momento, para discutir o assunto e pensar nos encaminhamentos, é importante reunir a equipe gestora e os docentes e apresentar os dados levantados. Como cada um atua quando há uma queixa dessa natureza? Qual a reação dos alunos e o que eles e a comunidade podem fazer para minimizar o problema? Em que momento a família entra nessa discussão? Como ajudar um estudante que frequentemente furta objetos? Quais os limites da instituição para solucionar o caso?
Ações coletivas e simultâneas costumam ser eficazes, porém é preciso respeitar a diversidade dos segmentos. A orientação educacional pode assessorar os docentes a fazer uma abordagem diferenciada para cada etapa da escolaridade. A leitura de um livro sobre o tema é um excelente disparador para uma roda de conversa com os pequenos. A resolução de dilemas morais com essa temática é um opção interessante para trabalhar com as classes do Ensino Fundamental, pois aprofunda a discussão sobre princípios e valores. No Ensino Médio, uma proposta de análise da relação entre furto e consumo ajuda os jovens a compreender que alguns desejos estão associados mais a um estímulo da cultura contemporânea do que a uma necessidade real.
 
Outra ação válida é promover discussões com as turmas sobre as regras de convivência e desenvolver campanhas de conscientização. É importante mostrar aos alunos como a sensação de insegurança e desconfiança é prejudicial a todos. O fundamental é ter em mente que as intervenções visam contribuir para a formação do estudante e estimular a reflexão sobre a prática e as possíveis consequências de atitudes como essas.
 
Fonte: revistaescola.abril.com.br

10 de jun de 2012

ENSINO DE LÍNGUA INGLESA DAS ESCOLAS PÚBLICAS NO BRASIL: MATERIAL DIDÁTICO, PROFESSOR E METODOLOGIA.


Por: Carlos Vasconcelos (Guia da Serra da Barriga)

A seguinte análise está voltada sobre o ensino de língua inglesa nas escolas públicas do Brasil, que está cada vez mais defasado por alguns fatores. Ou seja, um dos fatores dessa problemática é que, os materiais didáticos, que assim são desenvolvidos por profissionais da Educação, não levam em conta a realidade dos alunos das escolas públicas deste país.

Mas, vejamos o porquê disso...

Ao analisarmos alguns livros didáticos que foram desenvolvidos pelo MEC – Ministério da Educação, percebemos que há uma grande lacuna no mesmo, pois não ajudam muito para uma realidade que é totalmente diferente dos países de Primeiro Mundo.Talvez um dos motivos disso sejam os Acordos Internacionais que são feitos para uma educação universal de qualidade. Mas para isso, o governo precisa investir na Educação de Qualidade. Além disso, é importante deixar claro que, de certa forma, o professor também tem uma pequena parcela de culpa nesse processo educacional, voltada para o ensino de língua inglesa. Isto é, o professor, por sua vez, não precisaria encher o quadro com uma enorme quantidade de palavras para os alunos, até por que o cérebro precisa de tempo para armazenar todas essas informações. É interessante que o mesmo, o professor, exponha no quadro de 5 a 10 palavras, e peça que os alunos as estudem durante a semana ou utilize recursos que facilitam a aprendizagem das mesmas, no mínimo. Mas é bom lembrar que essa é uma Metodologia Nocional-Funcional, a qual trabalha com a questão da repetição das palavras. Questão essa que não é muito praticada nas escolas públicas por esses profissionais.

Sabemos que, em qualquer língua, o não-falante não nasce dominando toda a estrutura lingüística da língua, mas vai aprendo-a pouco a pouco até dominá-la. Por outro lado, para aprender uma segunda língua estrangeira, o primeiro passo é começar com as Palavras Soltas, mesclando-as. No segundo passo deve-se estudar a Gramática da Língua. Já no terceiro passo, o aluno precisa conhecer algumas Expressões Idiomáticas e, por último as Gírias, que são muito freqüentes em qualquer língua.  Cabe ainda falarmos da metodologia do mesmo material que é utilizada na sala de aula por alguns professores que, de certa forma, deixa muito a desejar. Algo que, nesse momento, não nos aprofundaremos.

Para tentar encontrar uma resposta para essa questão, resolvemos fazer uma retrospectiva dos primeiros anos que os alunos começam a estudar inglês. E ao concluí-la, verificamos que muitos anos de ensino foram em vão. Então, eis a pergunta: Mas, por que isso?  A resposta para essa questão está ligada a três fatores importantes: MATERIAL DIDÁTICO, PROFESSOR E METODOLOGIA. Ou seja, o material didático deveria conter uma série de palavras limitadas para cada semana, para cada mês ou para cada ano, e que fossem colocadas em contexto diferentes.
Exemplo:

Se o aluno estudasse 5 a 10 palavras por semana, em um ano, ele saberia de 240 a 480 palavras. Entre elas: verbos, substantivos, adjetivos e assim por diante. Seria algo verdadeiramente positivo.  E se nós multiplicássemos por 7 vezes, que é a quantidade de anos que os alunos têm o inglês como segunda língua estrangeira. Isso seria de 1.680 a 3.360 vocábulos durante este percurso educacional. Nesse sentido, o material didático não precisaria ser repleto de textos, pelo contrário, precisaria apenas ser bem ilustrado e com quantidade de palavras limitadas para cada ano, preferivelmente, além de materiais complementares.

Por fim, gostaríamos de deixar bem claro que essa análise sobre o material didático, professor e metodologia foi discutidas com outros professores da língua inglesa de escolas públicas e privadas e, até mesmo com professores universitários para que se encontrasse esse resultado. E concluiu-se que os profissionais dessa área, junto com o Governo, devem refletir mais sobre os materiais didáticos, que são levados às escolas públicas do Brasil.

1 de jun de 2012

FELIZ ANIVERSÁRIO!

Olá gente tudo bem? Espero que sim.

É com muito prazer e com um espírito regozijado, que venho hoje através desta nota expressar a minha felicidade que para alguns já é notória e o motivo acredito que não é mais novidade para muitos. O dia 1 de junho representa para mim mais uma oportunidade que Deus e a vida me oferecem para a cada ano poder lutar, refletir e contribuir com o mundo no qual faço parte e estou todos os dias inserido nele.

Precisamente as 13h do dia 1 de Junho de 1983, nascia nesta cidade humilde, pacata e muito carente, uma criança considerada linda, saudável e muito espertinha aos olhos daqueles que se aproximavam e tentavam ouvir um pouco o seu choro e sentir o seu calor. Criança essa que se orgulhava sempre da simplicidade de sua casa, família e bairro onde nasceu e viveu ate seus 15 anos de idade, e que aprendeu na pobreza a se tornar rico em caráter, respeito e ousadia para correr atrás de seus objetivos. Um menino que acreditava e acredita no valor e na importância que existia e existe no papel da escola e na função do professor, ou seja, na educação em geral, e que mesmo oriundo de escola publica nunca desistiu de confiar em si mesmo e seguir em frente rumo a alcançar ser alguém na vida.

Apesar das poucas condições financeiras que possuía sua família, continuou enfrentando tudo e brigando com as circunstancias que confesso, não eram boas nem fáceis, era também forçado a conviver em um meio social onde pessoas tornavam-se usuárias de drogas, eram flagradas em atos de roubo, prostituições, violências e diversos outros escândalos, porem nunca permitiu ser jamais influenciado e marginalizado pelo meio onde no qual foi obrigatoriamente inserido, dadas as condições que a vida lhe oferecia na época, e que admito, eram dignas. Assim foi crescendo este menino, sempre sonhando em nunca ser rico, apenas conquistar o seu lugar na sociedade, o que tenho certeza ser um direito de todos.

Na adolescência as coisas pareciam não mudar, apenas insistiam em continuar da mesma forma, aliás o que mudavam eram suas condições físicas, uma vez que na puberdade passamos por essas etapas de alterações no corpo, fala, atitudes e maneiras de ver e questionar o mundo e todos que nos rodeiam, típico de crianças que estão entrando nesta fase. Passados alguns anos chegou a fase adulta, onde os desafios começavam a chegar e nesta hora temos que exercitar o pouco de experiências que temos e que foram adquiridas até aquele momento, experiências boas e na maioria um pouco amargas, mas que só serviram e servem para o nosso crescimento enquanto seres humanos.

Atualmente já adulto, professor graduado e concursado pela rede pública de ensino, faço hoje (01/06) 29 anos de idade e venho através deste espaço, revelar a todos que esse menino no qual o texto descreveu até este parágrafo sou eu mesmo, Emanoel Carlos, ou para alguns o Professor Carlos Sena, fundador e idealizador de um dos mais importantes veículos do mundo virtual com conteúdos educacionais, o blog Democratizando o saber, que por uma magnífica coincidência da vida, hoje também faz 2 anos de existência e é mantida a sua publicação através da rede mundial de computadores (internet).

Aos meus amigos, meus leitores diários e simpatizantes de nosso trabalho aqui no mundo virtual e no dia a dia nas escolas onde leciono, os meus sinceros agradecimentos e obrigado por fazerem parte da minha vida e do meu trabalho, que simplesmente é para atender as necessidades de todos. Estamos aqui é para servi-los.

                                                                 Um forte abraço do amigo e professor Carlos Sena



24 de mai de 2012

O que é a "indústria da seca"?




Indústria da seca” é um termo utilizado para designar a estratégia de alguns políticos que aproveitam a tragédia da seca na região nordeste do Brasil para ganho próprio. O termo começou a ser usado na década de 60 por Antônio Callado que já denunciava no Correio da Manhã os problemas da região do semi-árido brasileiro.

Os problemas sociais no chamado “polígono da seca” são bastante conhecidos por todos, mas nem todos sabem que não precisava ser assim. A seca em si, não é o problema. Países como EUA que cultivam ou plantam em áreas imensas e com sucesso em regiões como a Califórnia, onde chove sete vezes menos do que no polígono da seca brasileira, e Israel, que consegue manter um nível de vida razoável em um deserto (Negev), são provas disso.

A seca é um fenômeno natural periódico que pode ser contornada com o monitoramento do regime de chuvas, implantação de técnicas próprias para regiões com escassez(falta) hídrica ou projetos de irrigação e açudes, além de outras alternativas. Estes últimos, porém, são frequentemente utilizados para encobrir desvios de verbas em projetos superfaturados ou em troca de favores políticos.

Os “industriais da seca” se utilizam da calamidade para conseguir mais verbas, incentivos fiscais, concessões de crédito e perdão de dívidas valendo-se da propaganda de que o povo está morrendo de fome. Enquanto isso, o pouco dos recursos que realmente são empregados na construção de açudes e projetos de irrigação, torna-se inútil quando estes são construídos em propriedades privadas de grandes latifundiários que os usam para fortalecer seu poder ou então, quando por falta de planejamento adequado, se tornam imensas obras ineficazes.

O Açude do Cedro, em Quixadá (CE), é frequentemente utilizado como referência para descrever este tipo de empreendimento da indústria da seca: com capacidade para aproximadamente 126 milhões de m³ de água, foi construído em pedra talhada à mão, com esculturas e barras de ferro importadas, mas que chegou a secar completamente no período de 1930 a 1932, durante um dos piores períodos de seca enfrentados pela região, ou seja, quando mais se precisava dele. Mais uma obra fracassada, na longa história de projetos fracassados da indústria da seca. É claro que hoje a obra constitui um patrimônio histórico e cultural importante, mas é como distribuir talheres de prata para quem não tem o que comer.

E a história se repete. A transposição do Rio São Francisco é um dos pontos principais da campanha do governo atual e é uma questão mais que polêmica. De um lado estão aqueles que defendem que a obra é legítima e poderá acabar com a seca do nordeste (senão todo, pelo menos grande parte dele). E de outro aqueles que defendem que a obra é mais um fruto da indústria da seca e que além de não resolver o problema, ainda pode agravá-lo ao alterar todo regime hídrico da região e pôr em risco um dos patrimônios naturais mais importantes do Brasil colocando em risco a sobrevivência do próprio rio.

Assim a situação segue. Perpetuada antes pelo fenômeno político da chamada “indústria da seca” do que pelo fenômeno natural da “seca” em si, a tragédia que atinge grande parte da região nordeste brasileira e parte da região norte de Minas Gerais costuma ser utilizada (e supervalorizada) para justificar a fome e o subdesenvolvimento econômico e social da região que são, nada mais, do que o reflexo de uma administração duvidosa que faz fracassar qualquer tentativa de reverter este quadro com o intuito de fazer perdurar o modelo de poder vigente.

Fonte: Infoescola.com

13 de mai de 2012

13 de maio. Abolição de qual escravidão? Por Márcia Susana

Você é capaz de responder esta pergunta? E mais, você é capaz de reconhecer o que a escravidão usurpou de nossos ancestrais?

Felizmente hoje, já podemos ler, assistir e ouvir relatos de pesquisadores sobre os dados estatísticos que circundavam a população negra vítima da escravidão, bem como, os dados estatísticos que revelam a situação sócio-econômica, como podemos falar de forma mais atualizada, da população afrodescendente, da qual você pode julgar não fazer parte.

Saiba meu querido(a) ingênuo(a), você como sujeito real e concreto faz parte dessas estatísticas, excluído de uma educação pública de qualidade, usuário do sistema de saúde ineficaz e ineficiente, por isso busca a educação e a saúde privada, pois bem, você é tão vítima da violência como eu, ou qualquer outro irmão de cor azul, preta, verde, cinza, amarelo, vermelho.

Diante da suprema cegueira que nos adoece, ouso convidá-lo(a) a enxergar quem são as reais vítimas dessa exclusão. Responda-me, quem diariamente é violentado em seus direitos e dignidade, e ainda acredita que não participa de contextos de escravidão. E como se não bastasse a cegueira, quando temos oportunidade, usamos as lentes maniqueístas da superioridade, somos capazes de olhar o outro que é inigualável, único, diverso, e inferiorizá-lo ou supervalorizá-lo alimentando o processo de inversão de valores, quando somos capazes de chamar de “senhor” nossos algozes, aqueles que sem cerimônia ou pudor articulam meios para desviar recursos públicos, espancar mulheres e crianças sentindo-se donos(as) dos mesmos, decidem quem pode ou não viver, e por ouro lado, de forma perversa somos insensíveis e indiferentes aos que honestamente trabalham e constroem essa nação. Há uma identidade em jogo.

Lembro que na minha infância e adolescência estudei que 13 de maio era uma data para enaltecimento da família real portuguesa destacando a benevolência de uma princesa (branca, só podia ser) em favor de pessoas negras que sempre esperaram pela redenção, e lembro que até havia uma imagem da ”bela” senhora nos livros didáticos para assegurar de não esquecermos sua benfeitoria.

Infelizes fomos todos nós ao sermos vítimas de uma educação racista, discriminatória e antidemocrática que insistia em nos condicionar a veneração de uma realeza, uma elite que usurpou durante décadas a credibilidade da resistência e mobilização social. Afinal, no século XIX era cada vez mais crescente o repúdio e lutas contra a escravidão e a revolução era eminente.

Hoje, seguramente posso afirmar que 13 de Maio é uma data para se comemorar a força popular, e a força da mobilização social capaz de modificar uma estrutura social e econômica. Contudo a Lei Imperial nº 3.353 sancionada em 13 de maio de 1888 que extinguia a escravidão no Brasil não extinguiu as relações senhoriais que se consolidavam por meio de práticas autoritárias e relações de dependência da população fragilizada pela negação de condições dignas de sobrevivência.

Não podemos esquecer que deu certo a estratégia de sancionar uma lei para frear as transformações que a revolução implantava na sociedade brasileira, e estruturar formas alternativas de perpetuação do racismo, uma lei que reconhecia o direito, mas não assegurava as condições de sobrevivência a toda população brasileira azul, verde, amarela, branca e preta.

13 de Maio é a data da abolição da escravatura, mas não deve ser da extinção do conhecimento e luta por ações afirmativas que positivam a participação do negro na formação da sociedade brasileira.

 Blog da Marcia Susana

Coisas de mãe...

Se os filhos estão bem alimentados, É ela que se sente satisfeita. Se estão risonhos e felizes, É ela que se pega sorrindo também.

Se estão de roupinha nova, É ela que se sente bonita. Se eles vão bem na escola, Parece que o aproveitamento escolar é dela.

Se arranjam novos amigos, É ela que se sente popular e querida. Se viajam para novos lugares, É ela que curte o passeio, mesmo ficando em casa.

A cada meta que atingem ou troféu que ganham, É ela que curte a sensação de vitória. Passa a gostar de rock, Mesmo que antes não pudesse nem ouvir.

Passa a olhar com simpatia, Os ídolos e os amores de seus filhos. Passa a adorar cachorros, Mesmo que antes só gostasse de gatos.

Desnecessário dizer o que ela sente, Quando alguma coisa dá errado, porque, por tabela, Ela sentirá em dose tripla, Cada tombo, Cada perda, Cada rejeição, Cada fracasso, Cada desapontamento. Tudo isto são...coisas de mãe !

Fonte: mensagenscomamor.com



8 de mai de 2012

Vem aí a I semana de cultura palmarina. Participem!!

I SEMANA DE CULTURA PALMARINA

A TRAJETÓRIA DO NEGRO E SUA INTEGRAÇÃO NA SOCIEDADE BRASILEIRA

De 14 a 18 de maio – auditório da 7ª CRE, União dos Palmares – AL

Programação:

14 de maio (segunda–feira)

A Arqueologia do Quilombo dos Palmares

19h - Mesa de abertura

20h - Palestra:Prof. Dr. Scott Joseph Allen - UFPE

21h - Debate

15 de maio (terça-feira)

Da Escravidão em Alagoas às Ações Afirmativas

19h - Mesa de trabalhos

Profa. Ma. Márcia Suzana

Profa. Dra. Clara Suassuna – Neab – UFAL

Prof. Esp. José Roberto Santos Lima

21h - Debates

16 de maio (quarta-feira)

O Quilombo dos Palmares como referência na luta por libertação dos afro-descendentes

19h - Mesa de trabalhos

Profa. Mnda. Dariana Nunes

Prof. Dr. Luiz Sávio de Almeida – UFAL

Prof. Me. Zezito de Araújo – CESMAC

21h - Debates

17 de maio (quinta–feira)

As Religiões de Matriz Africana e Movimento Negro em Alagoas
19h - Mesa de trabalhos
Pai Célio de Iemanjá (Babá Omintoloji)

Profa. Dra. Irinéia Maria Franco - UFAL

Helcias Pereira – Conselheiro Nacional do Conappi
21h - Debates

18 de maio (sexta-feira)
19h - Apresentação Cultural - Grupo INAÊ – Santa Fé (GUESB)

21h - Entrega de certificados
As inscrições podem ser feitas a partir desta segunda-feira, dia 07 de maio, no escritório da Fundação Cultural Palmares, podendo também ser feita por email: luana.tavares@palmares.gov.br. No último dia do evento, serão entregues os certificados com carga horária de 20h/a. As inscrições são gratuitas.
 
Fonte: Blog A terra da Liberdade

6 de mai de 2012

Qual é a cota para o racismo no Brasil?

                                                      
Recentemente uma notícia me deixou pensativo a constitucionalização do sistema de cotas nas universidades públicas para pessoas negras. Esse foi um assunto sobre o qual eu sempre me policiei na hora de conversar com alguém. De um lado do Brasil há quem comemore, do outro, há quem veja nesse ato uma afirmação de práticas e pensamentos racistas. Tomando a UFAL como exemplo, instituição na qual passei quatro anos, vou discorrer sobre essa “conquista”, limitando-me ao que sei sobre o assunto.

O sistema de cotas surgiu, a meu ver, com a necessidade de aplacar a necessidade da presença de afrodescendentes em nossas universidades, talvez por isso, a princípio, ele foi visto como um símbolo de igualdade, mas, dentro dos quatro anos, muita coisa se mostrou negativa nesse sistema. Primeiramente, o ferimento ao ego das pessoas que optaram por ele, visto que o que mais eu ouvia de colegas de curso era “ah, fulaninho entrou só porque fez com cotas”, como se esse sistema fosse para quem não tinha a capacidade de entrar com esforço e conhecimento próprio.

Outra coisa interessante, na verdade intrigante, era que, a cada ano que passava o número de pessoas que se declarava negra só para concorrer ao sistema, mas que na verdade eram brancas como mandioca, crescia assustadoramente. Sim, pessoal de movimentos sociais, eu sei que a negritude não tem a ver com a cor que tenho, mas com a questão da herança genético-cultural, mas não soa como contradição termos um percentual maior de alunos brancos declarados afrodescendentes do que de alunos negros afrodescendentes ingressando nas universidades? Bem, isso foi no meu tempo e, como disse, no contexto de minha realidade da época.

Outra questão que sempre debatíamos na universidade: por que esse sistema foi implantado e tão defendido? Bem, ao que nos pareceu era porque nós vivemos no Brasil que, apesar de conter um modelo populacional de miscigenação, é um dos países mais racistas do mundo. O sistema, então, surge como uma tentativa de amansar o peso da culpa e de tirar de nossos órgãos culturais e educacionais a marca nociva da herança escravagista que tivemos. Okay, não estou aqui para considerar ou desconsiderar nada, mas é realidade o fato de que abranger possibilidades nem sempre significa ser inclusivo, uma vez que o racismo permanece nas escolas e nos corredores dos mais altos escalões do poder.

Assim, acima dessas soluções paliativas, brilha a eficiência de um governo (e não estou especificando partidos) que, ao ver esse sistema implantado, levanta a cabeça e diz com orgulho: “Estamos fazendo nossa parte”. Bem, como disse a princípio, essa minha visão é calcada no que vivi durante 04 anos na UFAL. A essa altura as coisas têm mudado — espero. Ah, podemos começar a verificar a funcionalidade do sistema averiguando o número de alunos que se declaram pardos (etnia que, para mim, não existe) ao invés de negros quando fazem a inscrição do ENEM. Mas tudo bem, o governo fez a sua parte e, no fim das contas, a consciência é nossa, não?

                                                                                             Tarcísio José Alves de Morais

Fonte: Blog Acorda União