29 de abr de 2013

RECURSOS DOS ROYALTIES SERÃO DESTINADOS A EDUCAÇÃO, AFIRMA DILMA.

A presidente fez as declarações durante a cerimônia de entrega de 300 ônibus escolares a 78 municípios de Mato Grosso do Sul, pelo programa Caminho da Escola.
 

A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira, em Campo Grande (MS), que o governo vai enviar uma nova proposta para uso dos recursos dos royalties na educação. O objetivo é que os recursos do pré-sal sejam usados exclusivamente nessa área. "Vamos insistir nisso, vamos teimar. O Brasil tem de destinar essa sua grande riqueza para ser gasta em educação."
Dilma reiterou que o Brasil vem dando vários passos importantes. "Distribuímos renda, elevamos a classe média, tivemos várias ações no sentido de valorizar o trabalho", afirmou. "O Brasil evoluiu muito mas tem uma coisa que é crucial para darmos o salto que necessitamos pra nos transformar em um País de classe média e em uma nação desenvolvida", completou a presidente, dizendo que este "salto" só será dado por meio da educação.

"Se falarem para vocês que é só o PIB crescer, acreditem parcialmente. Se falarem que é importante que a gente descubra o petróleo do pré-sal, aumente a indústria, tudo isso vocês concordem parcialmente", afirmou Dilma, que emendou: "Tem uma coisa sem a qual não daremos nenhum salto: e essa coisa chama-se educação, educação e educação".

Interior

Dilma também disse que "o Brasil mudou". A presidente afirmou que, no passado, para um governante passar recursos a outro, ele tinha de ter a mesma visão política, o mesmo credo ou até a mesma "convicção futebolística" para poder passar recursos. Hoje, Dilma disse que o País passou a ter uma relação clara com Estados e municípios. "Respeitamos prefeitos e governadores porque todos fomos eleitos por voto popular."

A presidente fez as declarações durante a cerimônia de entrega de 300 ônibus escolares a 78 municípios de Mato Grosso do Sul, pelo programa Caminho da Escola. A presidente também disse que é importante dar atenção às localidades do interior do País e não só às zonas urbanas. Ela disse que o Estado é especial pois é um dos maiores produtores agrícolas do País. "Além de dar importância à zona urbana, que é geralmente a tendência nos demais Estados da Federação, nós temos de dar importância para o interior", afirmou.

Fonte: Agência Estado
 

28 de abr de 2013

Aula de direitos humanos na escola seria alternativa à redução da maioridade penal?

A prefeitura de São Paulo planeja incluir o ensino de direitos humanos e cidadania no ensino básico da rede municipal, para alunos entre 4 e 18 anos.O projeto existe desde a posse do atual secretário de Direitos Humanos e Cidadania, Rogério Sottili, em janeiro, e deve ser aplicado ao longo dos próximos quatro anos.

Embora anterior ao recente debate sobre a diminuição da maioridade penal, detonada pelo assassinato do estudante Victor Hugo Deppman, o projeto é visto pela prefeitura como um instrumento alternativo à mudança no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“Sempre que há um caso trágico e funesto como esse, o fervor reaviva a discussão. O tema é recorrente, e se aprofunda nessas horas. Mas a solução não virá pela via do direito penal”, diz o coordenador da Comissão de Educação em Direitos Humanos da Secretaria, o advogado e professor da USP Eduardo Bittar, responsável pelo projeto.

Para ele, é preciso construir uma política sistemática e duradoura de direitos humanos. Um dos passos nessa direção seria combater a ideia cristalizada de que direitos humanos tratam apenas da oposição entre o direito da polícia e o direito de quem cometeu delito ou crime.

“Direitos humanos significam muito mais que isso. Essa dicotomia surge do período da ditadura, em que se lutava contra a prisão arbitrária, a tortura. Porém, com as mudanças ocorridas no país, parte da opinião pública e da imprensa não soube acompanhar essa transição no tocante ao tema”, afirma.

“Direitos humanos são o contorno mínimo para dar existência digna a uma pessoa: transporte, educação, moradia, saneamento básico, coleta de lixo, entre outras coisas”, diz, lembrando que políticas nessas áreas têm potencial para, inclusive, diminuir os índices de violência.

Para “retrabalhar o velho estereótipo”, como define Bittar, é preciso investir na educação em direitos humanos e cidadania.

Na prática, em sua primeira fase, o projeto vai dar formação a educadores que já trabalham na rede pública municipal, a começar pelos diretores regionais de ensino, os supervisores e os gestores das escolas, através de seminários e educação à distância.

Até o final do mandato, prevê-se atingir aproximadamente 4 mil professores e 549 escolas. Em toda a rede, trabalham 68 mil docentes. O alcance do projeto é pequeno diante do tamanho da rede, admite o coordenador. “Nosso orçamento ainda é muito pequeno”, explica.

A ideia é que o conteúdo pedagógico chegue à sala de aula, com a ação dos diretores, supervisores e gestores, por meio da combinação de duas estratégias: a criação da disciplina propriamente dita e a transversalidade, que significa incluir o tema em todas as disciplinas, capacitando os professores para tanto.

Bittar dá exemplos. Se durante uma aula de Educação Física uma briga entre alunos derivar para ofensas de caráter preconceituoso – racista, sexista – o professor pode abrir um debate com os estudantes para suscitar a reflexão. Outro exemplo: um mestre em Física, ao falar do átomo, tem a oportunidade de discutir politicamente o uso militar da energia atômica.

Para os gestores das escolas, o desafio é incentivá-los a abrir as escolas para a comunidade, com atividades que vão desde o plantio de árvores a debates que levem à busca de solução dos problemas locais identificados pelos moradores e pais dos alunos. “É quando se abre que a escola se protege, inclusive da criminalidade”, acredita Bittar, pós-graduado em Filosofia do Direito.

A comissão dirigida por ele não existia antes do atual mandato. E a própria secretaria, segundo ele, foi encontrada sem força política nem orçamento à altura. Uma das razões para isso é o fato de que, embora seja chamada de secretaria, não goza verdadeiramente desse status, sendo simplesmente uma comissão.
A secretaria, com status e estrutura para tanto, será criada dentro do projeto de reforma administrava do prefeito Fernando Haddad (PT).

Fonte: UOL educação

26 de abr de 2013

GEOGRAFIA: Favelização e Segregação Urbana

Por Rodolfo Alves Pena

O processo de favelização é resultante das desigualdades socioespaciais e contribui para intensificar as contradições sociais.

 

A Favelização e a segregação urbana são dois processos que estão diretamente ligados. Tais fenômenos são decorrentes das desigualdades socioeconômicas e dos problemas de planejamento e gestão urbanos. Além de ser resultante das contradições sociais, a formação de favelas contribui para a intensificação e reprodução da segregação socioespacial.

As favelas são normalmente entendidas como habitações humanas em áreas de morro. Mas, na verdade, favela designa áreas de ocupação de terrenos invadidos, geralmente pertencentes ao poder público, que se caracterizam, de modo geral, pela ausência de infraestrutura, pelos altos índices de violência e pela marginalização social de seus moradores.

O processo de favelização é decorrente, sobretudo, do processo de inchamento urbano ou macrocefalia urbana. Entende-se por esse conceito o crescimento desordenado da cidade, sem o controle estatal, o que contribui para a precarização das condições de vida na cidade e da incapacidade do Estado de oferecer condições estruturais para o atendimento das necessidades mínimas de boa parte da população.

Tal processo é consequência do chamado êxodo rural, isto é, o processo de migração em massa da população que reside no campo para as cidades, em virtude do processo de concentração de terras no meio agrário e da substituição do homem pela máquina no processo produtivo agrícola.

Assim, muitas pessoas migram do campo para a cidade em busca de empregos e melhores condições de vida. Mas como essas pessoas, geralmente, não possuem mão de obra qualificada, tudo o que encontram são baixos salários ou filas de desempregados. Sem opção, essas pessoas se tornam marginalizadas na sociedade, tendo de recorrer à ocupação de áreas irregulares para garantir condições mínimas de moradia.

Tal dinâmica contribui, portanto, para o processo de segregação urbana e favelização, originando áreas que só ocupam destaques em páginas jornalísticas policiais e que são tratadas pelos gestores públicos como zonas de violência, e não como áreas para a realização de investimentos em infraestrutura ou remanejamento habitacional.

Fonte: Brasil Escola

23 de abr de 2013

NOTA AOS LEITORES!!

                               Olá amigos leitores desta pagina virtual como estão vocês?

 Venho neste momento pedir a todos desculpas pelo tempo que passei sem postar novas informações e noticias nesta pagina. O tempo estava muito corrido para mim e nao houve condiçoes de estar atualizando diariamente este BLOG, que acredito ser muito util a todos e em seus acessos. Conto a partir de hoje com o apoio de todos que divulguem nossa pagina, para que o numero de acessos por dia aumente e volte ao que era antes!! Quanto ao mais, muito obrigado e tenham uma otima semana!!

                                                                                              Professor Carlos Sena

GREVE NACIONAL DA EDUCAÇÃO!!

         INTEGRE-SE VOCÊ TAMBEM NESTA CAUSA JUSTA E QUE  É NOSSA!!
EDUCAÇÃO NÃO SE FAZ COM PALAVRAS, E SIM, COM AÇÕES E CUMPRIMENTO DAS LEIS!

A EDUCAÇÃO E O EDUCADOR DO SECULO XXI


Por Carlos Sena

Em primeiro lugar, é importante e necessário destacar que educação é a base de tudo, que todo o desenvolvimento de uma sociedade depende única e exclusivamente da qualidade da mesma, logo lembramos do compromisso e da participação de todos, uma vez que educar é um processo que envolve a escola, a comunidade, nossos representantes e principalmente a nossa família.

No entanto, nos deparamos sempre e diariamente com grandes desafios impostos por uma sociedade cada vez mais egoísta e competitiva, onde trata o ser humano como mais um produto a ser explorado e que quase sem nenhuma preparação alguma para o tão exigente mercado de trabalho, que está aí, utilizando-se de técnicas cada vez mais exclusórias e menos inclusivas. Pensando em todos esses questionamentos, nos vem em mente uma outra questão mais séria ainda, “os nossos professores”. Que tratamento eles estão obtendo? Em que estão sendo valorizados? Acredita-se que não há resposta concreta e precisa até o momento, há um silencio conflitante quando fazemos tais posicionamentos. É lamentável percebermos o quanto esses profissionais se empenham e lutam em dar e fazer o melhor, independente de remuneração( que é baixa) ou outro quesito ligado as suas condições de trabalho.

É bem verdade que a necessidade de se trabalhar 40 ou 60h semanais e/ou em mais de uma instituição sempre existiu, isso motivado pela baixa remuneração, que infelizmente não atende aos compromissos mensais, que inevitavelmente devem ser honrados. Outro fator primordial e necessário também na vida do professor brasileiro é a continua precisão de capacitação para melhorar e aperfeiçoar-se cada dia mais naquilo que determinou fazer, e que sem duvida deve sempre ser com qualidade ao máximo, para que o justo reconhecimento surja no momento exato.

Portanto, podemos também pensar naquele professor que almeja sempre crescer mais, o que lhe é de direito, a isso refiro-me ao profissional docente do ensino superior, que o considero um grande conquistador e  vencedor da vida, pela razão de ter acreditado em sua   capacidade e de ter ido mais avante, não olhando para as dificuldades impostas pelo adversário sistema que rege a educação, especialmente publica neste país, a todos esses profissionais, nossos aplausos e agradecimentos por nos conduzirem a vida e ao mercado de trabalho emergente atual.

Contudo, é conveniente lembrar e enfatizar que há muito ainda a se fazer em prol de uma educação mais compromissada e capacitada a atender as demandas dessa sociedade que aí está lançada, e que não passamos de vítimas ou presas nas garras do feroz sistema capitalista e do maléfico e persuasivo consumismo que nos traga a cada dia.