27 de dez de 2011

Como saber se você seria um bom professor?

Não há limites para o ser humano a não serem aqueles que ele os coloque para si mesmo. Nem todos os limites são conscientes. Muitos até pensam ou acham que vão conseguir superar, mas não têm empenho, disciplina, conhecimentos suficientes, foco, visão, assertividade, constância, comprometimento, eficácia - e acabam não conseguindo. Depois, argumentam-se para si mesmos dizendo que fizeram tudo o que podiam e deviam. Melhor seria impossível fazer.
Está claro que algumas profissões exigem mais algumas especificidades que são essenciais que para outras não seriam.

Segundo Malcolm Gladwell, no seu livro Fora de Série, qualquer pessoa que pratique por 10.000 horas qualquer atividade, torna-se excepcional nela. Uma média de 3 horas ao dia por 10 anos. Qualquer pessoa que praticasse ministrar 6 aulas por dia, em 5 anos seria uma excelente professora. Os Beatles tinham mais de 10.000 horas tocadas em shows e baladas antes de atingir o sucesso mundial.

Mas por que encontramos alguns professores com mais de 10 anos de atividade, às vezes até 30 anos, cujas aulas são medíocres?
Provavelmente uma das principais causas seria: ministrou todas as aulas, uma igual a outra, sem tirar nem pôr, sem interesse em melhorar, atualizar ou adequar aos variados públicos. É como se usasse a mesma ficha amarelada pelo tempo de uso ou uma mente que marcou passo no que decorou quando estudante. Não deu um passo além. Reduziu sua Performance a Zero.

Pensemos somente no prejuízo que tal professor provocou em 30 anos nos seus alunos. Se for de matemática então, quem sabe interferiu nas escolhas das carreiras dos seus alunos a profissões que não usasse matemática...
Qualquer pessoa pode ser um bom professor se, antes mesmo de escolher esta carreira:

 (1) já gostasse de lidar com diferentes tipos de pessoas;
 (2) tivesse a alegria de ensinar;
 (3) sentisse prazer em aprender o que não soubesse e em ensinar o que soubesse para quem quisesse aprender;
 (4) adorasse novidades;
 (5) buscasse sempre conhecer mais sobre algum tema que lhe interessasse;
 (6) não se incomodasse em ler nas mais variadas fontes;
 (7) participasse com facilidade de atividades com grupos ou individuais;
 (8) tivesse paciência para ouvir várias vezes a mesma história de diferentes pessoas;
 (9) não se irritasse em ser questionada;
 (9) fosse adaptável a diversas situações de convivência humana;
 (10) estabelecesse bom contato com pessoas de diferentes origens, credos, culturas, níveis sócio-econômicos, idades etc.

 
Mesmo que não tivesse as condições acima relacionadas, nada impede que elas possam ser aprendidas, treinadas e desenvolvidas. O ser humano tem capacidades incríveis que somente se mostram quando estimuladas. Nada existe que após 10.000 horas de prática, não torne o praticante em um expert no tema.
Para o ser humano tudo pode parecer difícil, complicado e impossível de ser feito se nada souber, mas tudo torna-se fácil, realizável e prazeroso quando se aprende. O saber é uma questão de busca pessoal, pois o conhecimento é uma construção individual. Podemos ser bombardeados por informações das mais variadas fontes, porém somente registramos o que conhecemos. O aprendizado é transformar as informações recebidas em conhecimentos.

Um bom professor não nasce pronto. É na prática que ele vai se formando, na paciência que vai se adquirindo, pelas tentativas de buscar melhores soluções que vai descobrindo os melhores caminhos, pois o relacionamento professor-aluno não nasce pronto, mas é construído ao longo de sua existência.



22 de dez de 2011

Desculpe ou desculpe-me?

Por certo você já utilizou expressões como:

Desculpe a insistência.

Como pôde também ter ficado em dúvida se o certo seria:

Desculpe-me pela insistência.

Caso sim ou não, o importante é que a partir de agora iremos fazer uma abordagem acerca do verbo desculpar, com vistas a descobrir se ele pode funcionar como transitivo ou como pronominal. Assim, vejamos.

A forma “desculpe” representa o imperativo afirmativo referente à terceira pessoa (você); e a forma “desculpa” faz referência à segunda pessoa (tu), também do mesmo tempo (imperativo). Dessa forma, discursos assim são perfeitamente aceitos:

Desculpe a insistência.

Desculpa a insistência.

Percebe-se que em ambos os casos o verbo “desculpar” se classifica como transitivo direto, haja vista que quando fazemos a pergunta ao verbo temos: desculpa o quê? Daí, tem-se o complemento.

Contudo, tal verbo pode também ser usado na forma pronominal, bastando para isso que uma preposição o acompanhe. Desse modo, temos:

Desculpe-me pela demora.

Desculpe pela insistência.

Desculpem-nos pelos transtornos (como também poderia ser usado como transitivo – desculpem os transtornos)

A conclusão a que chegamos é que o verbo em questão tanto pode ser usado na forma transitiva como na forma pronominal.


15 de dez de 2011

Comissão da Câmara aprova prazo para professor da educação básica fazer curso superior

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na terça-feira (13) proposta que dá prazo de seis anos para os professores da educação básica com a formação em nível médio, na modalidade normal, para a conclusão de curso de licenciatura de graduação plena. Esse prazo, contado da posse em cargo docente da rede pública de ensino, não se aplicará a professores com formação em ensino médio de modalidade normal que trabalhem em creches, na pré-escola e nos anos iniciais do ensino fundamental. A matéria, que tramita em regime de prioridade, agora será examinada pelo plenário.

A proposta é um substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 5395/09, do Executivo, que já havia sido aprovado pela Câmara e foi alterado pelos senadores. O substitutivo foi aprovado pela comissão com alterações.
O relator, deputado José Mentor (PT-SP), apresentou parecer pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa do substitutivo do Senado e das subemendas da Comissão de Educação e Cultura.

Sem punição

A proposta previa a inabilitação dos professores que não cumprissem o prazo. Entretanto, a comissão de Educação retirou a punição. Segundo a relatora naquela comissão, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), não há como inabilitar professores aprovados em concurso e trabalhando em etapa adequada para sua formação. Ou seja, o prazo permanece, mas não há punição se não for cumprido.

Conforme a proposta, será garantida a formação continuada a esses professores, no local de trabalho ou em instituições de educação básica e superior, incluindo cursos de educação profissional, cursos superiores de graduação plena ou tecnológicos e de pós-graduação.

A proposta aprovada prevê também que o Ministério da Educação estabelecerá nota mínima no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como pré-requisito para o ingresso em curso de formação de professores.

Incentivo

União, estados e municípios deverão, de acordo com o texto, adotar mecanismos para facilitar o acesso e a permanência dos professores da educação básica pública nos cursos superiores. Um dos incentivos será a criação de programa institucional de bolsa de iniciação à docência a estudantes matriculados em cursos de licenciatura e graduação plena nas instituições de educação superior.

O texto aprovado também prevê a realização de recenseamento anual de crianças e adolescentes em idade escolar, assim como de jovens e adultos que não concluíram a educação básica. A pesquisa prevista na lei era restrita para pessoas em idade escolar para o ensino fundamental, dos 5 aos 17 anos.

A proposta adapta diversos pontos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9.394/96) às exigências estabelecidas pela Emenda Constitucional 59, de 2009, que exige o ensino obrigatório e gratuito dos 4 aos 17 anos. Antes, o ensino obrigatório era dos 6 aos 14 anos.

Proposta original

O projeto enviado pelo Executivo continha originalmente duas disposições básicas. Propunha a alteração da LDB para exigir a formação em nível superior para a docência em todo o ensino fundamental e no ensino médio, admitindo a formação em nível médio, na modalidade normal, apenas para o magistério na educação infantil. O texto não previa incentivos nem prazo para conclusão em curso superior. Além disso, o texto original já estabelecia nota mínima do Enem como pré-requisito para o ingresso em curso de formação de docentes.








14 de dez de 2011

Diminui participação do governo federal nos gastos públicos em educação

Nos últimos 15 anos, diminuiu a participação do governo federal no gasto público em educação. Em 1995, a União era responsável por 23,8% dos investimentos na área, patamar que caiu para 19,7% em 2009. Já os municípios ampliaram a sua participação no financiamento de 27,9% para 39,1% no mesmo período. As informações fazem parte de um relatório sobre o tema divulgado nesta quarta-feia(14) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
A parcela estadual no total de investimento também caiu de 48,3% para 41,2%, considerando o mesmo período. O estudo do Ipea ressalta, entretanto, que os dados não significam que a aplicação de recursos em educação tenha diminuído, já que, em termos absolutos, houve aumento dos investimentos públicos em educação nas três esferas de governo.

De acordo com o documento, a mudança na dinâmica do financiamento, com crescimento dos gastos municipais, é resultado do próprio regime de colaboração que estrutura a oferta educação. Municípios são os responsáveis pelas matrículas de toda a educação infantil e o ensino fundamental, etapas em que houve grande inclusão de alunos nas últimas décadas. Os estados respondem apenas pelas escolas de ensino médio. Por isso a maior conta fica mesmo com as prefeituras.

O relatório destaca que houve uma ampliação real do gasto em educação pelas três esferas de governo entre 1995 e 2009, saindo de R$ 73,5 bilhões para R$ 161,2 bilhões, um crescimento de 119,4% em 15 anos. Também houve aumento dos investimentos na comparação com o Produto Interno Bruto (PIB), passando de 4% para 5% no período. O estudo ressalta, entretanto, que entre 1995 e 2005 não houve elevação dos gastos em educação que se mantiveram em torno de 4% do PIB. A expansão dos recursos se deu, portanto, entre 2006 e 2009.

“Portanto, em 11 anos, a política educacional dos diferentes entes federados elevou sua participação na renda nacional em apenas 1% do PIB. Isto evidencia que o crescimento do gasto durante a maior parte do período apenas acompanhou o crescimento da economia brasileira como um todo”, explica o estudo.

O relatório foi lançado pelo instituto para subsidiar as discussões do Plano Nacional de Educação (PNE) que irá definir uma meta de investimento público na área a ser atingida nos próximos dez anos. O projeto de lei está em tramitação na Câmara dos Deputados. Há divergência entre governo e entidades da sociedade civil sobre o patamar a ser aplicado. A meta definida pelo governo é ampliar o gasto público dos atuais 5% para 7% do PIB, mas entidades da área defendem um índice mais ambicioso de 10%. O Ipea, entretanto, não indica qual seria o investimento mínimo necessário para melhorar a qualidade do ensino e promover a inclusão da população que ainda está fora da escola, como prevê o plano.

“A atual capacidade de financiamento da educação consegue apenas cobrir o valor das necessidades apuradas para manter e possivelmente gerar avanços pequenos no atual nível educacional brasileiro. Este valor é distante daquele indispensável ao financiamento das necessidades para o cenário que representa as melhorias substantivas para educação”, aponta o relatório.

Apesar de não dizer em quanto é preciso ampliar o investimento, o Ipea indica possíveis novas fontes de recursos para a educação. Entre as sugestões estão a criação de novos tributos, a melhoria da gestão das verbas, a destinação dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal para a área e o aumento da participação das três esferas de governo no financiamento público.

Atualmente, 18% da receita de impostos arrecadados pela União são vinculados à educação - o instituto sugere que esse percentual seja ampliado para 20%. Já os municípios são obrigados a aplicar 25% da arrecadação na área, patamar que poderia ser ampliado para 30%. Segundo o Ipea, a mudança criará um adicional de 0,7% do PIB em investimentos na área.

8 de dez de 2011

90% do pimentão brasileiro tem agrotóxico em grande quantidade

O pimentão lidera o ranking dos alimentos com o maior número de amostras contaminadas por agrotóxico. De acordo com os dados do Para (Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos) da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), divulgados nesta quarta-feira (7), mais de 90% das amostras de pimentão analisadas em 2010 apresentaram problemas.

Morango, com 63%, e pepino, com 58%, aparecem na sequência do ranking de produtos irregulares. Segundo a agência, foram detectadas duas irregularidades: teores de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e o uso de agrotóxicos não autorizados para estas culturas. 
De todos os legumes, frutas e verduras analisados, 28% estavam insatisfatórios. Deste total, em 24, o que representa 3% dos casos, os problemas estavam relacionados à presença de agrotóxicos não autorizados. Já em 1,7% das amostras foram encontrados resíduos de agrotóxicos em níveis acima dos autorizados. Em 1,9% dos casos, as duas irregularidades foram encontradas simultaneamente na mesma amostra.
A alface e a cenoura também apresentaram elevados índices de contaminação. Em 55% das amostras de alface foram encontradas irregularidades. Já na cenoura, o índice foi de 50%.
Na beterraba, abacaxi, couve e no mamão foram verificadas irregularidades em cerca de 30% das amostras analisadas.

O único alimento que apresentou resultados satisfatórios foi a batata. No primeiro ano de monitoramento do programa, em 2002, 22,2% das amostras de batata coletadas apresentavam irregularidades, mas agora 100% dos produtos analisados foram aprovados.

De acordo com Agenor Álvares, diretor da Anvisa, os dados são preocupantes.

– A ingestão cotidiana desses agrotóxicos pode contribuir para o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis, como a desregulação endócrina e o câncer.





4 de dez de 2011

Compreendendo o Construtivismo no espaço escolar

Por Elen Cristine

O construtivismo considerado como uma teoria que por certo tempo foi adotado por várias escolas e em algumas até os dias atuais, não pode ser considerado como um simples modismo.

Segundo Sastre, o construtivismo coloca que o verdadeiro conhecimento é adquirido através de uma elaboração, ou seja, uma construção de forma pessoal proveniente do desenvolvimento do pensamento atribuído a um significado, sendo relacionado e organizado com pensamentos anteriores.
O aprendizado adquirido através do construtivismo é tido como o mais semelhante a uma aventura intelectual. O modelo construtivista está centrado na produção do saber pelo aluno, sendo esses colocados à prova para modificá-los ou construir de forma inovadora.

O aluno ensaia, busca, propõe soluções, confronta-as com as de seus colegas, defende-as e as discute.
Sendo assim, vale ressaltar que ao optar pelo método construtivista no espaço escolar é necessário que o aluno inicialmente tenha uma espécie de guia, ou seja, um orientador educacional consciente da importância de respeitar o limite do aluno, evitando antecipar resultados e respostas, considerando que a criança apresenta potencial para realizar de forma coerente.

Tal conduta se faz necessária em virtude do construtivismo ter sido aplicado nas instituições escolares de forma vaga, sem um objetivo concreto a conquistar, resultando em situações nas quais os alunos eram expostos a atividades de forma solta, principalmente sem a orientação pedagógica, resultando muitas vezes no fracasso da evolução dos processos construtivos relacionados a novos aprendizados.

29 de nov de 2011

Bissexualidade:Uma zona de sombra?


Definindo a bissexualidade

 
Denomina-se de bissexualidade a orientação sexual de homens ou mulheres para ambos os sexos. Mas o que é sexualidade? O que vem a ser orientação sexual? Sexualidade é o conjunto de elementos que compõem a vida sexual de uma pessoa. Orientação sexual por sua vez, é a preferência sexual de um indivíduo.
Todas as pessoas, independente de praticarem ou não o sexo, possuem sexualidade desde a infância. Quando atingem a adolescência vão direcionando seu olhar, seus interesses para o sexo que lhes é mais atraente. Como a maioria das pessoas tem orientação heterossexual, ou seja: se interessam pelo sexo oposto, convencionou-se que esse é o comportamento “normal”. Dessa forma, as pessoas que não seguem esse modelo acabam, muitas vezes, sendo apontadas pela sociedade e às vezes pela própria família, como anormais, doentes, pervertidas entre outras classificações preconceituosas.
As pessoas que não são heterossexuais podem ter orientação homossexual – aquelas que se interessam pelo mesmo sexo – ou bissexual –cujo interesse está voltado tanto para o mesmo sexo quanto para o sexo oposto. Para melhor compreensão apresentamos a seguir um esquema gráfico.

Segundo a biblioteca virtual wikipedia, bissexualismo é um termo “aplicado a seres e, mais comumente, pessoas, que se sentem atraídos por ambos os sexos, servindo portanto de um quase meio-termo entre o hetero e o homossexual” (http://pt.wikipedia.org/wiki/Bissexualidade)

 
Preconceito

 

O bissexual, assim como o homossexual sofre muitos preconceitos. O motivo: não se enquadram na conduta estabelecida como ideal pela maioria. Não se pode pensar, porém, que porque alguém é diferente da maioria essa pessoa seja anormal. Nem sempre o que é consenso é normal.

Voltando à questão do preconceito, o bissexual chega a sofrer até mais que o homossexual. Estudos têm apontado que esse público é discriminado tanto pelos heterossexuais quanto pelos homossexuais.

 
Bissexualidade: zona de sombra

 
Dessa forma, o bissexualismo fica alocado em uma zona de sombra. De um lado os heterossexuais que não têm problemas de falar sobre sua vida sexual, seus dilemas, suas dificuldades, visto que são naturalmente aceitos pela sociedade. De outro lado os homossexuais, que apesar do preconceito, vêem conquistando, desde os anos sessenta, um espaço cada vez maior, na sociedade e na mídia, para as discussões sobre seus direitos. Em uma espécie de zona de esquecimento ficam os heterossexuais, que por receio dos rótulos de transmissores de doenças, pervertidos, depravados, entre outros acabam, muitas vezes omitindo sua orientação sexual.
O pouco debate sobre essa realidade acaba por incentivar o surgimento de histórias fantasiosas em relação a esse público. É muito comum se ver, atrelado à figura do bissexual, a fama de difusor de doenças, assim como também é corriqueiro no senso comum a crença de que há milhares de bissexuais escondidos atrás de um relacionamento estável.
Na verdade, apesar de tantas especulações, cientistas sociais que vêm estudando o assunto no Brasil estimam que a orientação sexual não chegue a atingir 2% da população.

 
Bissexual: ativo ou passivo?

 


Muitas pessoas se perguntam a esse respeito. Afinal, se o bissexual, no caso do homem, gosta de sexo com mulheres ele então seria apenas um parceiro ativo mesmo ao praticar sexo homossexual ou não, ele também faria sexo passivo? No caso de mulheres bissexuais essa já não parece uma questão tão importante, aliás, faz parte do repertório de fetiches de muito mais homens do que se imagina o desejo de ver sua parceira em uma relação sexual com outra mulher. Isso está relacionado à mentalidade machista de nossa sociedade.
Mas voltando à nossa questão, o que importa é saber que não há uma regra. Assim como entre os heterossexuais e os homossexuais não há uma receita de como fazer sexo e cada um tem suas preferências, o mesmo ocorre com os bissexuais. Eles tanto podem ser parceiros ativos como passivos.


25 de nov de 2011

Drogas Lícitas e Ilícitas

Por Tiago Dantas

As drogas, substâncias naturais ou sintéticas que possuem a capacidade de alterar o funcionamento do organismo, são divididas em dois grandes grupos, segundo o critério de legalidade perante a Lei: drogas lícitas e ilícitas.
As drogas lícitas são aquelas legalizadas, produzidas e comercializadas livremente e que são aceitas pela sociedade. Os dois principais exemplos de drogas lícitas na nossa sociedade são o cigarro e o álcool. Outros exemplos de drogas lícitas: anorexígenos (moderadores de apetite), benzodiazepínicos (remédios utilizados para reduzir a ansiedade), etc.
Já a cocaína, a maconha, o crack, a heroína, etc., são drogas ilícitas, ou seja, são drogas cuja comercialização é proibida pela legislação. Além disso, as mesmas não são socialmente aceitas.

É importante ressaltar que não é pelo fato de serem lícitas, que essas drogas são pouco ameaçadoras; a alerta é da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o órgão, as drogas ilícitas respondem por 0,8% dos problemas de saúde em todo o mundo, enquanto o cigarro e o álcool, juntos, são responsáveis por 8,1% desses problemas.

Nesse sentido, muitos questionam a aceitação, por parte da sociedade, das drogas lícitas, uma vez que as mesmas são prejudiciais para a saúde e também causam dependência nos usuários. Assim, o critério de legalidade ou não de uma droga é historicamente variável e não está relacionado, necessariamente, com a gravidade de seus efeitos. Alguns até mesmo afirmam que esse critério é fruto de um jogo de interesses políticos, e, sobretudo, econômicos.



23 de nov de 2011

Momento Reflexão

 Ja que não tenho o dom de modificar as pessoas, vou modificar aquilo que EU posso:O meu jeito de olhar para elas. 
                           Fábio de Melo

22 de nov de 2011

Visita a Serra da Barriga


       Neste ultimo domingo (20), tive a honra de mais uma vez visitar um dos lugares mais importantes e até considerado sagrado por muitos, a Serra da Barriga. Lugar sagrado por nos lembrar e fazer vivenciar nos dias atuais a rica história marcada pela luta contra a escravidão imposta ao povo negro daquela época, e que ficou ainda mais viva no coração de todos através do imenso gesto de coragem expressado por seu líder e guerreiro Zumbi dos Palmares.


Carlos Sena e alunos de capoeira

                      

Apresentação de Capoeira

Eu (Carlos Sena)


Carlos Sena e as baianas

Ao lado de Franco Maciel

Ao lado da repórter Lenilda Luna

Amigos: Valdemir (Curitiba-PR) e Evandro (Fortaleza-CE)
    
Eu em meio ao vislumbre das paisagens
     Entre tantos lugares turísticos existentes no Brasil e no mundo que nos disperta o desejo de conhecer e que posso até citar alguns: Cristo Redentor no RJ, o litoral nordestino, as serras gaúchas no RS, as cataratas do iguaçu no PR e outros. Tenho a honra de sugerir aos amigos leitores que amam fazer uma boa viagem, que venham visitar e conhecer a nossa belíssima Serra da Barriga. Localizada no nordeste brasileiro, distante 9km do centro da cidade de Uniao dos Palmares, estado de Alagoas.

Foto: Carlos Sena

19 de nov de 2011

Analfabetismo cai no Brasil, mas ainda é maior que em Zimbábue(África)

A taxa de analfabetismo entre a população com 15 anos ou mais diminuiu 4 pontos percentuais entre 2000 e 2010, segundo os Indicadores Sociais Municipais do Censo Demográfico 2010, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira. O número caiu de 13,6% para 9,6%.
Na área urbana, o indicador passou de 10,2% para 7,3% da população. Já nas áreas rurais, ele teve uma melhora de 29,8% para 23,2%.
Nos Estados, a menor taxa de analfabetismo foi encontrada no Distrito Federal (3,5%) e a maior em Alagoas (24,3%).

As maiores quedas entre a população com 15 anos ou mais se deram no Norte (de 16,3% em 2000 para 11,2% em 2010) e no Nordeste (de 26,2% para 19,1%), mas também ocorreram reduções nas regiões Sul (de 7,7% para 5,1%), Sudeste (de 8,1% para 5,4%) e Centro-Oeste (de 10,8% para 7,2%).

Apesar do avanço, o índice de analfabetismo no Brasil ainda está acima do de muitos países. De acordo com dados de 2009 do Banco Mundial, a taxa de analfabetismo era de 8,14% no Zimbábue, país africano com PIB per capita igual a 5% do brasileiro.

A média mundial, segundo as estatísticas, foi de 16,32%. A menor taxa foi encontrada em Cuba (0,17%) e a maior no Chade (66,39%).


16 de nov de 2011

A sexualidade é construida no cotidiano


Por: Edvania Santos Correia

 

A identidade sexual como homem e como mulher é construída nas atitudes de convívio diário, pois o exercício da sexualidade possibilita desenvolver a afetividade e as relações humanas, através da amizade, das atitudes e dos sentimentos próprios de cada gênero, sem a necessidade de relações sexuais. A banalização dessas relações entre homens e mulheres vem sendo apresentada nos meios de comunicação de massa (jornais, revistas, televisão, etc), conduzindo a sociedade e, principalmente, os jovens a interpretações e a atitudes irresponsáveis e incoerentes, em relação à sua vida e à sua sexualidade. É imprescindível falar sobre sexualidade com os jovens. Investir nesta abordagem no ambiente educacional, visando oportunizar o espaço escolar para a construção de posturas que propiciem a formação de indivíduos capazes de refletir ao fazer suas escolhas, desenvolvendo seu senso crítico.
Diante do conjunto de informações conflitantes, com as quais nossos jovens se deparam continuamente, acerca da sexualidade, faz-se necessário que a escola, enquanto espaço de reflexão e de formação de valores, oportunize, vivencie e invista nessa discussão, oferecendo pressupostos para defesa e reflexão de nossos jovens e, também, responda às suas interrogações. Sabemos, no entanto, que para isso acontecer é importante que nossos educadores estejam bem informados, que se possibilite uma atuação no ambiente escolar de forma permanente, através do processo de formação continuada, a fim de desenvolver a sensibilidade, de propiciar a fundamentação teórica, de promover a socialização das experiências vivenciadas na escola, de compreender as necessidades que enriquecem esse trabalho e que possibilitam o compromisso com a ação educativa e com os educandos no chão da escola.

A realidade alarmante da AIDS, os vários tipos de DSTs, os casos de gravidez na adolescência e o aborto, passam a exigir da escola uma nova postura que favoreça informar, sensibilizar e educar nossos educadores e jovens para a necessidade do sexo seguro e de uma postura de prevenção. Visto que a prevenção precária não é coisa só de adolescentes.
A cultura da passividade e da omissão perante a sexualidade precisa ser modificada, e essa postura pode ser construída no ambiente escolar. É importante que meninas e meninos exercitem a cidadania, fazendo escolhas que propiciem a vida e a dignidade do homem e da mulher.

9 de nov de 2011

Banda larga e mente estreita


Toda banda larga é inútil, se a mente for estreita.
Eis a ideia veiculada numa determinada campanha publicitária nacional, que toca numa temática bastante interessante.

Nos tempos de desenvolvimento tecnológico incessante e revolucionário; nos tempos da velocidade da informação, e da conectividade em tempo real com o mundo todo, é necessário pensar.

Pensar se tudo isso, realmente, está sendo utilizado em favor do desenvolvimento humano, ou é apenas mais uma distração criada pela alma imatura do homem terreno.

Sim, pois, se pouco ou nada nos acrescenta como Espíritos, no que diz respeito ao nosso progresso moral, ao nosso melhor comportamento, de que nos adianta?

De que nos adianta ter a facilidade no acesso à informação, se não sabemos o que fazer com ela?

De que adianta ficar sabendo de tantas e tantas coisas, se não sabemos selecionar o que eu quero e o que eu não quero para mim?

Toda banda larga é inútil, se a mente for estreita.

A mente estreita é esta que se perde em meio a tantas possibilidades, sem saber para onde ir.

Naufragam ao invés de navegarem na Web.

Gastam seu tempo querendo saber da vida dos outros, do que aconteceu aqui ou ali, inaugurando apenas uma nova forma de voyeurismo e fofoca - apenas isso.

A mente estreita lê, mas não pensa sobre o que leu, não emite opinião, apenas aceita...

A mente estreita prefere o contato virtual, dos perfis raramente sinceros, do que a conversa olho no olho, sem barreiras, sem máscaras.

A tecnologia está à nossa disposição para nos ajudar. É o conhecimento intelectual engendrando o progresso moral, propiciando o adiantamento do ser humano, e não sua destruição.

A chamada informação nunca foi tão fácil e farta, é certo, mas será ela, por si só, suficiente?

O que mudou em nós, seres humanos, as agilidades tecnológicas da nova era? Tornamo-nos melhores? Mais caridosos? Mais dispostos a nos vermos todos na Terra como irmãos?

Talvez para alguns sim, os de mente larga e coração amplo.

Tantas comunidades do bem na rede, tantas propostas nobres ligando pessoas em todo o mundo!

Inúmeras mensagens de consolo, de esclarecimento, diariamente cruzam os ares virtuais da internet, e levam carinho e alegria a muitos lares infelizes.

São muitos os exemplos de como os avanços intelectuais podem ser bem utilizados em favor do desenvolvimento humano.
Sejamos nós estes de mente larga, que querem e trabalham pelo bem comum, das mais diferentes formas possíveis, e que se utilizam de mais este instrumento, para viver o amor.




2 de nov de 2011

A EVASÃO ESCOLAR

                         
Por Thais Pacievicht

A evasão escolar ocorre quando o aluno deixa de frequentar a aula, caracterizando o abandono da escola durante o ano letivo.
No Brasil, a evasão escolar é um grande desafio para as escolas, pais e para o sistema educacional. Segundo dados do INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira), de 100 alunos que ingressam na escola na 1ª série, apenas 5 concluem o ensino fundamental, ou seja, apenas 5 terminam a 8ª série (IBGE, 2007).

Em 2007, 4,8% dos alunos matriculados no Ensino Fundamental (1ª a 8ª séries/1º ao 9º ano) abandonaram a escola. Embora o índice pareça pequeno, corresponde a quase um milhão e meio de alunos. No mesmo ano, 13,2% dos alunos que cursavam o Ensino Médio abandonaram a escola, o que corresponde a pouco mais de um milhão de alunos. Muitos desses alunos retornarão à escola, mas em uma incômoda condição de defasagem idade/série, o que pode causar conflitos e possivelmente nova evasão.
As causas da evasão escolar são variadas. Condições socioeconômicas, culturais, geográficas ou mesmo questões referentes aos encaminhamentos didáticos – pedagógicos e a baixa qualidade do ensino das escolas podem ser apontadas como causas possíveis para a evasão escolar no Brasil.

 
Os motivos para o abandono da escola

Dentre os motivos alegados pelos pais ou responsáveis para a evasão dos alunos, são mais frequentes nos anos iniciais do ensino fundamental (1ª a 4ª séries/1º ao 9º ano) os seguintes: Escola distante de casa, falta de transporte escolar, não ter adulto que leve até a escola, falta de interesse e ainda doenças/dificuldades dos alunos.

Ajudar os pais em casa ou no trabalho, necessidade de trabalhar, falta de interesse e proibição dos pais de ir à escola são motivos mais frequentes alegados pelos pais a partir dos anos finais do ensino fundamental (5ª a 8ª séries) e pelos próprios alunos no Ensino Médio. Cabe lembrar que, segundo a legislação brasileira, o ensino fundamental é obrigatório para as crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, sendo responsabilidade das famílias e do Estado garantir a eles uma educação integral.
Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB9394/96) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), um número elevado de faltas sem justificativa e a evasão escolar ferem os direitos das crianças e dos adolescentes. Nesse sentido, cabe a instituição escolar valer-se de todos os recursos dos quais disponha para garantir a permanência dos alunos na escola. Prevê ainda a legislação que esgotados os recursos da escola, a mesma deve informar o Conselho Tutelar do Município sobre os casos de faltas excessivas não justificadas e de evasão escolar, para que o Conselho tome as medidas cabíveis.


29 de out de 2011

Que educação estamos tendo e oferecendo?

Estudantes, Protestam Já!
Por Carlos Senna

Observaram a imagem mostrada acima? O que perceberam? O que há de estranho?

Bem gente, esta charge um tanto engraçada pode ser uma motivação séria para levantar-mos vários questionamentos e reflexões sobre a realidade e conceito de educação vivenciado por milhões de brasileiros como eu e você. Na charge acima aparece a cena de dois alunos, quem sabe bem "politizados", engajados num protesto em reivindicação a melhores condições de ensino para a educação de sua cidade possivelmente.

Na mesma cena aparece a seguinte frase: “Ençino de cualidade!”. Onde percebemos a presença de erros gravíssimos escritos na placa que os alunos levam, e vejam que esses alunos nem se deram conta do absurdo erro que é publicado e dado ao conhecimento de todos que lêem. Mas o que fato está errado? A frase da placa? Os alunos? Ou a educação e o ensino que esses alunos tiveram em anos anteriores?

Caros leitores, não se assustem mas, essa demonstração contida nesta charge é simplesmente um pequeno fragmento da realidade existente a muito tempo no Brasil e em pior estágio nos dias atuais, na vida de nossos alunos e em geral, no sistema publico de ensino que é ofertado as nossos brasileiros que dependem do mesmo para alcançarem um futuro menos doloroso. Poderia eu, enquanto professor e educador deste mesmo sistema de ensino, usar neste texto perfeitas falas recheadas de muita demagogia e vir a defender com todas as minhas forças o ensino publico brasileiro, embora estivesse indo de encontro aos meus princípios éticos compromissados com a verdade e sendo extremamente hipócrita com todos os leitores. Mas, devo honestamente concordar com o conteúdo exposto através desta divertida charge, aos olhos de alguns, e confessar com muita tristeza e revolta que nossos alunos em sua maioria sofrem diariamente com varias dificuldades de aprendizagem, e entre elas, a mais inaceitável, aquela que torna o aluno a vida inteira escravo da forma errada de escrever, ler ou falar, tornando esses alunos iguais máquinas velhas e estagnadas sem condições de alavancar.

São crianças, adolescentes e jovens que mesmo todos os dias dentro das salas de aulas, ainda assim não é o suficiente para aprender de verdade. Como pode alunos tão freqüentes as aulas não conseguirem aprender ao menos o considerado básico que é ler e escrever? Afinal, não é a escola o ambiente mais propício a se buscar isso? Sim. Claro que sim!

Porem o que percebo enquanto educador, é a existência de um verdadeiro “descaso e descompromisso” provenientes de todas as partes e que encontra-se infiltrado a décadas em nossa educação publica. Uma educação com qualidade só vai existir de fato, onde houver compromisso por parte de todos, e quando me refiro a todos, destaco primeiramente a família que sem dúvida precisa ter uma participação mais ativa e cooperativa em parceria com a escola, onde a mesma juntamente com os educadores tem o papel fundamental de determinar as diretrizes e conduzir esses alunos a uma aprendizagem mais qualitativa. Outro integrante importantíssimo, e que considero esses verdadeiros autores de sua própria história, são os nossos alunos. É fundamental a contribuição deles neste processo, esses precisarão entregar-se totalmente, dando o máximo de si e esforçando-se ao nível que for necessário. E por fim, seria impossível não continuar batendo nesta tecla, os nossos representantes políticos, uma vez que nas mãos deles estão os recursos necessários, ou mesmo o poder das decisões que são tomadas em tudo neste país. No entanto, se omitem a fazer e a cumprir o que prometeram nos palanques de comícios em anos de eleição.

Lamentavelmente, sinto em dizer que o fracasso está geral em nossa educação brasileira, indo em uma escala de macro a micro. Começando pelos que podem fazer e não fazem, até mesmo aqueles que querem fazer, porem não conseguem enfrentar sozinhos esse desumano jogo de interesses partidários que rege e alimenta as políticas públicas deste país( que é lenta e ultrapassada), tornando todos em seres humanos incapazes e desorientados, nos deixando mergulhados profundamente num sistema tão absurdo que criteriosamente obriga professores de todo o Brasil a aprovarem alunos sem as mínimas condições de serem aprovados, simplesmente para satisfazer aos caprichos estatísticos estabelecidos pelo governo, onde para o mesmo quantidade se torna mais importante que a qualidade e os bons resultados.

Daí entende-se o motivo que levam tantos alunos a estarem simbolicamente ocupando algumas cadeiras na sala de aula, sem nenhuma garantia de que sairão capazes e qualificados para o tão competitivo mercado de trabalho, que a cada dia desafia a todos independente de classe social ou cor, e que obriga a lutar aqueles que querem vencer.



26 de out de 2011

MPF no Ceará vai pedir anulação do Enem 2011


FORTALEZA - O Ministério Público Federal no Ceará vai recomendar ao MEC que anule o Enem 2011 em todo o País após a revelação de um suposto simulado do Colégio Christus, de Fortaleza, com questões idênticas às do exame, aplicado no fim de semana.

O procurador da República Oscar Costa Filho soube do caso por meio de estudantes cearenses, que procuraram o MPF para denunciar o suposto vazamento da prova.

'É necessário que se imponha, de uma vez, a constitucionalidade no Enem, o que significa o direito de candidatos que se sentirem prejudicados recorrer', diz Costa Filho. Para ele, houve vazamento de provas do exame.


O MEC já acionou a Polícia Federal para apurar o caso e, por isso, o procurador não vê a necessidade de recorrer à Justiça. Mas Costa Filho diz que há provas constituídas para determinar a irregularidade que, segundo ele, não é mais pontual e atinge todos os candidatos inscritos no País.

O Colégio Christus informou que vai soltar nota à imprensa nesta quarta-feira. Pelo Twitter, afirmou: 'Não houve qualquer ato deliberado por parte da escola no sentido que estão dizendo'. No Facebook, postou ontem à noite a seguinte mensagem: 'uma Instituição de Ensino que tenha profundo conhecimento da TRI - Teoria da Resposta ao Item - e possua vasto banco de questões fornecidas por professores, por ex-alunos e pela conversão de questões do estilo clássico para estilo ENEM poderá ter boa margem de acertos nas avaliações do ENEM e em outros vestibulares. O Colégio Christus, há vários anos, tem registrado altos índices de acertos em questões de vestibulares, o que é de conhecimento de todos'.

Para Costa Filho, houve quebra de igualdade na disputa. Ele ressalta o fato de as questões serem idênticas. 'São indícios de que houve, sim, vazamento.' Segundo o procurador, o episódio comprova o que havia afirmado ao Estado em entrevista na sexta-feira, véspera da aplicação do exame. 'O Enem é um estelionato intelectual', disse.




A difícil arte de educar


Por: Isabel C. S. Vargas

Educar requer uma grande dose de paciência, sabedoria, amor, perseverança e coerência, para conseguirmos estabelecer limites sem podar a criatividade nem sermos autoritários em demasia, dar amor sem que com isto e em seu nome nos tornemos por demais permissivos, dar liberdade para que seja exercido o livre arbítrio de cada um, de modo que haja responsabilidade pelas escolhas e pelos atos praticados.

É importante corrigir, sem ser excessivamente crítico, de modo a humilhar e desvalorizar, estabelecer regras que devem ser cumpridas, sem que sejamos tiranos, saber ser flexível, quando a situação requer, sem com isto estimularmos a impunidade.

É importante indicar caminhos, sem que com isto queiramos percorrer caminhos alheios, posto que a vida se faz a cada passo, a cada momento, a cada opção feita, a cada ato praticado, cada palavra dita (ou omitida), cada mão estendida, cada sorriso dado, a cada lágrima derramada, seja de alegria ou de dor.

Quando uma criança chega à escola, já leva uma bagagem de emoções, de sentimentos, de orientações recebidas, hábitos adquiridos pela educação que recebe na família na qual está inserida. Como vivemos em um mundo globalizado, aonde a informação chega a cada casa com uma incrível velocidade, por vezes tudo que se tenta passar para uma criança, parece ser algo em desuso, sem valor, frente ao que é visto através da imprensa ou da mídia televisiva.

Educamos através de coisas simples, que são reforçadas no dia a dia, como ao orientar para cuidar do que lhe pertence, não pegar nada do colega sem pedir permissão, não dizer palavrão, não mentir, exigir respeito aos mais velhos, que seja educado, gentil, que use palavras “mágicas” como Bom Dia, Com licença, Obrigado; fale sem que precise gritar, não jogue lixo na rua e uma série de outras regras básicas de boa, pacífica e respeitosa convivência.

Hoje temos que ser verdadeiros artistas, sem sermos palhaços (digna profissão, aliás), para conseguir formar um cidadão de bem, sem corrermos o risco de sermos taxados de alienados diante da realidade que nos é mostrada, onde parece que prevalece a impunidade, a falta de caráter, de respeito e de limites.
 

23 de out de 2011

Tema da redação do Enem 2011 fala sobre "viver em redes no século 21"


           Candidatos escreveram sobre os limites entre o público e o privado


A redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano trouxe como tema "viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado". O Ministério da Educação confirmou a informação repassada pelos primeiros candidatos a deixarem o local de prova.
De acordo com o MEC, duas reportagens e uma tira de quadrinhos foram os textos de referência da redação. São elas as matérias "Liberdade sem fio" e "A internet tem ouvidos e memória", publicadas pela revista "Galileu" e pelo portal "Terra", respectivamente, e uma tira da série "Quadrinhos dos anos 10", do cartunista André Dahmer.
A questão das redes sociais também apareceu na prova de linguagens, códigos e suas tecnologias, segundo estudantes paulistas que já deixaram o local de prova, em São Paulo. Eles afirmaram ainda que, na prova de matemática, o Enem exigiu compreensão de gráficos e tabelas.
O enunciado da prova de redação derrubou as suspeitas levantadas no sábado (22) de que o tema havia vazado e falaria sobre o povo indígena e a justiça brasileira. O MEC havia negado o vazamento no sábado.

Critérios

A redação do Enem é corrigida por dois corretores de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. A nota final corresponde à média aritmética simples das notas atribuídas pelos dois corretores. Caso haja discrepância de 300 pontos ou mais na nota atribuída pelos corretores (em uma escala de 0 a 1000), a redação passará por uma terceira correção, realizada por um supervisor.
A nota atribuída pelo supervisor substitui a nota dos demais corretores. De acordo com o edital, o Inep considera que a metodologia empregada na correção das redações contempla recurso de ofício.

Será atribuída nota zero à redação: que não atender a proposta solicitada ou que possua outra estrutura textual que não seja a do tipo dissertativo-argumentativo; sem texto escrito na folha de redação, que será considerada "em branco"; com até sete linhas, qualquer que seja o conteúdo, que configurará "texto insuficiente"; linhas com cópia dos textos motivadores apresentados no caderno de questões serão desconsideradas para efeito de correção e de contagem do mínimo de linhas; com impropérios, desenhos e outras formas propositais de anulação, que será considerada "anulada".

Correção da redação

Uma decisão do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF1) derrubou a decisão que obrigava o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a disponibilizar a correção das provas de redação do Enem 2011 na internet. A ação foi ajuizada pela Advocacia Geral da União (AGU) sob a alegação de que isto implicaria em atrasos em todo o calendário de realização das provas do Enem.
Ainda segundo a AGU, a liberação do acesso a mais de 6 milhões de provas demandariam a aplicação de milhões de reais na aquisição de equipamentos e serviços, para sua digitalização, criação e disponibilização na internet para o acesso simultâneo de milhões de pessoas. A AGU argumenta ainda que não existe qualquer indício de irregularidade ou prejuízo aos candidatos, já que os textos serão corrigidos por dois professores, de forma que se a diferença da nota for igual ou maior que 300 pontos, um terceiro corretor é escalado para corrigir a questão.
A liminar que autorizava a liberação da correção das provas foi expedida pela 5ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão ao aceitar uma ação civil pública do Ministério Público Federal. O MP solicitava uma cláusula que garantisse aos candidatos o direito de obter vistas das provas discursivas com prazo para a formulação de recursos.
Em agosto, o Ministério Público Federal no Distrito Federal e o Inep assinaram, nesta quarta-feira (10), um acordo que garante aos candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) o direito de ter acesso à correção (vistas) de provas a partir de 2012. Atualmente, este acesso não é permitido segundo o edital do Enem.

De acordo com o termo de compromisso de ajustamento de conduta, a medida terá caráter meramente pedagógico, ou seja, os candidatos não poderão apresentar recursos contra as correções.



21 de out de 2011

Exemplo de coragem e compromisso!


Foto: UOL

     Há 48 anos na ativa, professora que tinha pavor de dar aula sofre pensando na aposentadoria

Com 68 anos de idade e 48 de magistério, a professora Emilia Zughaib pensa em se aposentar no final do ano que vem. Ela dá aula para uma turma da primeira série do ensino fundamental, a 1ªA, na Escola Estadual Marechal Floriano, em São Paulo. “O pessoal aqui duvida que eu me aposente antes dos 70, mas acho que está na hora. Eu já venho me preparando há muito tempo, mas sei que vou sofrer”, contou.

A rotina da professora Emilia começa cedo, por volta das 4h da manhã, “para ir arrumando alguma coisa em casa antes de ir para a escola”. Às 6h15 (ou até 6h30, contando com atrasos) ela sai do apartamento em que mora com a mãe, uma senhora de 87 anos, e vai de metrô até a escola. O trajeto é tranquilo e não demora mais que 20 minutos. As aulas começam às 7h.

Nesse ano, a professora assumiu somente uma sala com cerca de vinte alunos. Emilia gosta de ter tempo para a criançada: “Eu sou de criar raiz aonde eu vou, não sou de ficar mudando muito de escola. Gosto de criar laços com os meus alunos, com os pais e com a comunidade em torno da escola”.

E esses laços foram comprovados pela reportagem do UOL Educação no dia da nossa visita: 14 de outubro, véspera do dia dos professores, é também a data do aniversário da professora Emilia. Presenciamos alguns alunos entregando presentes para a “prô”, inclusive uma menina que teve aula com ela no ano passado e disse que sentia saudades. “É isso que é gratificante”, disse recebendo um abraço da pequena aluna. “Na carreira inteira, a gente leva muita rasteira, mas esse carinho compensa tudo”, completou.


18 de out de 2011

Senado aprova o PRONATEC; Projeto segue para sanção presidencial

Os senadores aprovaram na noite desta terça-feira (18) o projeto de lei que cria o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego), que dá aos alunos e trabalhadores bolsas de estudo ou a possibilidade de financiar cursos de qualificação técnica por meio do Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior).

Como as emendas ao projeto foram rejeitadas, o texto não sofreu alterações de como chegou da Câmara. Por isso, segue direto para a sanção da presidente Dilma Rousseff.

A prioridade do programa é atender pessoas de baixa renda e beneficiários de programas de transferência de renda -como o Bolsa-Família.

Segundo o Ministério da Educação, o volume de investimento federal no Pronatec será de R$ 1 bilhão em 2011, dos quais R$ 700 milhões serão destinados a bolsas de estudos para estudantes e trabalhadores e R$ 300 milhões para financiamento estudantil por parte dos próprios alunos.

A meta governamental é de que, com Pronatec, oito milhões de pessoas possam ter acesso a cursos de capacitação até 2014. Na prática, o Pronatec permite a transferência de dinheiro da União para as instituições de educação profissional e tecnológica das redes públicas estaduais e municipais e também aos cursos oferecidos pelo Sistema S (como Senai e Senac) e as escolas sem fins lucrativos.