25 de jun de 2013

UM OLHAR CRITICO SOBRE A COPA NO BRASIL.


Por Adriano Firmino Marques

Sábado, 15 de junho, deu início ao evento de abertura da COPA DAS CONFEDERAÇÕES, no Estádio de esportes Mané Garrincha, em Brasília. Antes do jogo, os canais de Tv noticiavam sobre a manifestação de um grupo de pessoas que protestavam contra o gasto de mais de um milhão de reais na reforma do estádio. Os manifestantes reivindicavam por mais investimentos na educação e na saúde. 

 A verdade, é que está sendo gasto MILHÕES DE REAIS nesses estádios, Para ter uma ideia: no Estado do Amazonas o governo está construindo um estádio para realizar um dos jogos da COPA – 2014. Amazonas não é o Estado que tem forte cultura em jogos de futebol. E, outra, quando passar a COPA, o estádio vai virar “ruinas abandonadas”, porque no Amazonas não há grande clubes de futebol como no Sudeste do Brasil. Situações como essa acontece, enquanto a educação está "sucateada" e a saúde "falida". 

A COPA é uma farsa, o país precisa de mais investimentos na educação, saúde, segurança pública... É vergonhoso, o governo investir tanto em obras que beneficia a um grupo de esportista, enquanto a maioria da população pobre brasileira vive a margem, sem educação de qualidade. E não precisa ir longe, para detectar situações em nível de miserabilidade, basta ir aos hospitais públicos, as filas de postos de saúde; nas escolas públicas em que crianças comparecem a escola simplesmente para alimentar-se da merenda escolar. E quando não tem merenda na escola? Essas crianças vão ter entusiasmo de estudar, criar e produzir alguma atividade pedagógica, com o estômago vazio?

Longe de achar que não é importante investir em esportes. Como educador sei que a atividade esportiva instrui o indivíduo para a disciplina, equilíbrio e muitas ações tira jovens das ruas. Mas, seria mais coerente se a mesma atenção que o governo dá ao esporte que beneficia a um grupo de jogadores que já recebem altos salários, construindo e reformando estádios, dessem para milhares de jovens que precariamente estudam em escolas sucateadas. Por que a educação é sempre vista em segundo plano? A CF - Constituição Federal, em seu 6º artigo ostenta a educação em primeiro lugar, em seguida vem saúde, alimentação, trabalho, moradia, lazer, segurança, previdência social, proteção à alimentação e a infância e assistência aos desamparados.

O Brasil é contraditório em questão de direitos humanos, tem segmento em que há exorbitantes gastos de recursos públicos, enquanto outros como educação e saúde vive uma realidade gritante. O alagoano doutor em Direito Público George Sarmento diz que “o despertar do sujeito de direito passa pela educação crítica, dialética e comprometida com a valorização da pessoa humana em todas as suas dimensões”. Evidentemente aqueles manifestantes que se encontravam na avenida do eixo monumental do centro administrativo do Brasil sabem que sem educação não educa e nem forma cidadãos conscientes de seus direitos. 

A prova que a sociedade não está satisfeita com megas eventos esportivos, é que a Presidenta Dilma Rousseff foi vaiada no momento em que o presidente da FIFA agradecia o governo pelos investimentos ao esporte, no Brasil. Fica evidente que a educação precisa de mais investimentos e politicas públicas mais sérias, que beneficia as instituições educativas de áreas periféricas; das escolas do campo, em fim das escolas que precisam muito de investimentos.

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